O ÚLTIMO CINE DRIVE-IN

O ÚLTIMO CINE DRIVE-IN

(O Último Cine Drive-In)

2014 , 100 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia: 20/08/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Iberê Carvalho

    Equipe técnica

    Roteiro: Iberê Carvalho, Zepedro Gollo

    Produção: Carol Barboza, Pablo Peixoto

    Fotografia: André Carvalheira

    Trilha Sonora: Bruno Berê, Sascha Kratzer, Zepedro Gollo

    Estúdio: Chroma Comunicação, Ligocki Entretenimento, O2 Filmes, Pavirada Filmes

    Montador: Iberê Carvalho, J. Procópio

    Distribuidora: Vitrine Filmes

    Elenco

    André Deca, Breno Nina, Chico Sant’anna, Fernanda Rocha, Mounir Maasri, Othon Bastos, Rita Assemany, Rosanna Viegas, Vinícius Ferreira, Zé Carlos Machado

  • Crítica

    19/08/2015 18h05

    Algumas pessoas gostam tanto de cinema que resolvem fazer seus próprios filmes. Esse é o caso de Iberê Carvalho, cuja cinefilia transpira para a tela nas cenas de seu O Último Cine Drive-in.

    O nome de seu protagonista já denuncia o amor pela sétima arte. Marlonbrando (Breno Nina) acompanha sua mãe (Rita Assemany, de Abril Despedaçado) no hospital, onde ela deverá ficar internada para tratar um câncer. Sem ter para onde ir, o jovem se vê obrigado a procurar abrigo com o pai (Othon Bastos, de Giovanni Improtta), com quem não tem contato há muito tempo.

    Almeida é dono de um cine drive-in na capital nacional, o último estabelecimento do tipo em atividade no Brasil. Ele mantém o negócio na base da teimosia, uma vez que o hábito do público de cinema mudou, com a migração para os multiplexes de shoppings.

    A relação com o filho é complicada e qualquer desavença é o estopim para uma discussão quente. Aos poucos, Marlonbrando se inteira dos negócios da família e a convivência com o pai se modifica.

    O Último Cine Drive-in conta com duas frentes emotivas. De um lado, há o drama familiar que funciona porque o filme é povoado por personagens falhos e autênticos. A outra fonte de emoção está na cinefilia em si, que é expressa na forma de referências a clássicos do cinema, seja no nome do herói ou nos cartazes que decoram as locações.

    Nesse sentido, é inevitável não aproximar o longa brasileiro do italiano Cinema Paradiso (1988). As ferramentas emotivas empregadas são as mesmas e o resultado lacrimosos é semelhante.

    O que diferencia os dois títulos é o fato de que O Último Cine Drive-In também é um filme sobre abandonos. Fátima sofre com os percalços do sistema público de saúde, Marlonbrando sente que seu pai desistiu de ser um cabeça de família e o próprio cinema ao ar livro foi deixado para trás pelo público. A orquestração desses elementos é o grande feito do roteiro.

    O tom do filme é outro positivo. Com foco no conflito familiar, o começo é mais dramático. Conforme as relações entre personagens se desenvolvem, a produção encontra espaço para se tornar mais leve e cômica. A opção por esse caminho narrativo resulta em seu belo desfecho, que traz lágrimas aos olhos sem abandonar o sorriso nos lábios.

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