O ÚLTIMO DANÇARINO DE MAO

O ÚLTIMO DANÇARINO DE MAO

(Mao's Last Dancer)

2009 , 117 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 09/12/2011

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Bruce Beresford

    Equipe técnica

    Roteiro: Jan Sardi

    Produção: Jane Scott

    Fotografia: Peter James

    Trilha Sonora: Christopher Gordon

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Aden Young, Alice Parkinson, Amanda Schull, Bao Li, Bruce Greenwood, Camilla Vergotis, Chad H. Loxsom, Chan Cheuk-Fai, Chang He, Chang Suo Zhang, Cheng Yue Zhu, Chengwu Guo, Chi Cao, Christopher Kirby, Cory Vi, Dan Yang Cong, Deni Hines, Fan Wang, Feng Qi Ma, Ferdinand Hoang, Gang Jiao, George Ellis, Gibson Nolte, Hang Yu, Hao Tian Xue, Hong Jian Li, Hong Tao Lin, Hong Tao Wang, Huai Ping Yang, Hui Cong Zhan, Hui Min Tian, Ian Meadows, Jack Thompson, Jane Harders, Ji Feng Sun, Jia Hui Zhang, Jia Yong Sun, Jian Wang, Jie Cheng, Joan Chen, John Thwaites, Jon-Claire Lee, Jun Long Kang, Jun Ming Tian, Jun Ping Zhu, Ke Zhu, Kip Gamblin, Kyle MacLachlan, Leanne Atkins, Leslie Bell, Long Dai, Lu Ning Chen, Lucy Egger, Madeleine Eastoe, Meng Ni Yang, Meng Wang, Michael Moore, Min Lu, Ming Yue Ma, Monica Curran, Neng Neng Zhang, Nicholas Hammond, Nick McKay, Paul Stanhope, Peng Cao, Penne Hackforth-Jones, Peter Steele, Ping Chen, Quan Tran, Robin Choi, Ron Lee, Sean Huling Chen, Shao Wei Yi, Shu Guang Liang, Shuangbao Wang, Steven Heathcote, Su Zhang, Suzie Steen, Ted Maynard, Tian Xia, Wan Shi Xu, Wen Bin Huang, Wen Bin Zhang, Xi Guo Wu, Xiao Dong Tian, Xiuqing Yue, Ya Xuan Xu, Yang Li, Ye Wang, Yu Qi Zhang, Yue Hu, Zheng Nong Yang, Zhi Xue Chai, Zu Quan Kou

  • Crítica

    05/12/2011 23h00

    O cineasta australiano Bruce Beresford ( do premiado Conduzindo Miss Daisy) dirige o longa O Último Dançarino de Mao com delicadeza e sensibilidade. Na tela temos a uma história inspiradora de coragem, determinação e amor pontuada por excelentes números de dança. Beresford escapa habilmente de alguns clichês, recaí em outros, mas, no conjunto, realiza um filme que merece a atenção do espectador.

    Baseado numa história real, o longa é a adaptação do best seller autobiográfico Adeus China: O Último Bailarino de Mao, de Li Cunxin. Começa em 1979 com o personagem central chegando aos Estados Unidos para estudar na Companhia Houston Ballet, do Texas. Em seguida, flashbacks nos levam à província rural de Qingdao, onde Li vive em condições de subsistência ao lado dos muitos irmãos e dos pais. Aos 11 anos, sua vida muda para sempre quando é selecionado por um grupo de inspetores do governo para ir a Pequim e torna-se um bailarino na Academia Madame Mao Dance.

    Todo o desenrolar dessa primeira parte do filme, que se concentra no amadurecimento do personagem e suas provações, conta com excelente reconstituição de época, fruto de um trabalho de direção de arte elogiável. Os dois jovens atores que vivem Li antes da fase adulta (Wen Bin Huang, quando criança, e Guo Chengwu como adolescente) imprimem verdade e emoção a seus papéis e alicerçam o terreno para o ator Chi Cao, que nos Estados Unidos aprende a apreciar a liberdade do país e apaixona-se por uma dançarina, o que o leva a não quer mais voltar para sua terra natal. A situação causa estresse diplomático entre as nações e faz com que o bailarino fique proibido de voltar à China para rever seus familiares.

    É na parte do filme ambientada na América que notamos alguns dos problemas da produção. O choque cultural de Li é desenvolvido apelando-se para toda sorte de clichês, que incluem olhares de admiração para arranha-céus, queixo caído diante de um caixa eletrônico cuspindo dinheiro e desconforto no ambiente descontraído e iluminado de uma danceteria. Da mesma forma simplória são exploradas as questões políticas, levadas de forma maniqueísta e rasa: de um lado os chineses retrógrados e insensíveis, do outro a América amante da liberdade e paradisíaca.

    Apesar dessas e de outras “escorregadas”, que incluem alguns diálogos mal elaborados, O Último Dançarino de Mao se redime em seus 15 minutos finais com um desfecho forte, feito com o intuito claro de emocionar, sim, mas de cinema verdadeiramente bem realizado.

    Em tempo: vale destacar a ótima atuação de Bruce Greenwood (de Super 8). Ele interpreta Ben Stevenson, diretor artístico da Companhia Houston Ballet, sem as afetações e maneirismos que muitos atores costumam imprimir em personagens homossexuais.


Deixe seu comentário
comments powered by Disqus