O ÚLTIMO EXORCISMO - PARTE 2

O ÚLTIMO EXORCISMO - PARTE 2

(The Last Exorcism 2: The Beginning of the End)

2013 , 92 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 10/05/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ed Gass-Donnelly

    Equipe técnica

    Roteiro: Damien Chazelle, Ed Gass-Donnelly

    Produção: Eli Roth, Eric Newman, Marc Abraham, Thomas A. Bliss

    Fotografia: Brendan Steacy

    Trilha Sonora: Michael Wandmacher

    Estúdio: Arcade Pictures, Strike Entertainment, StudioCanal

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Andrew Sensenig, Ashley Bell, Ashlynn Ross, Boyana Balta, Cristina Franco, David Jensen, Diva Tyler, E. Roger Mitchell, Elton LeBlanc, Erica Michelle, Gideon Hodge, Joe Chrest, Judd Lormand, Julia Garner, Louis Herthum, Raeden Greer, Sharice A. Williams, Spencer Treat Clark, Tarra Riggs

  • Crítica

    05/05/2013 19h04

    Por Daniel Reininger

    O Último Exorcismo tinha um bom motivo para se chamar assim: não deveria haver outro. Mas como em Hollywood a grana fala mais alto, e o filme original foi relativamente bem nas bilheterias, esse pequeno detalhe foi completamente ignorado. Agora nos deparamos com a parte 2 e, infelizmente, a falta de nexo não está restrita apenas ao título desta sequência.

    O roteiro nem mesmo tenta explicar o motivo do demônio Abalam estar de volta, nem como Nell (Ashley Bell) sobreviveu ao clímax do original. Apenas sabemos que a garota vai parar num abrigo de meninas, onde ela passa a conhecer o mundo a sua volta, longe de crenças religiosas. Quando as coisas começam a melhorar, seu pesadelo recomeça.

    A continuação abandona o formato found footage (filmagem encontrada), mesmo caminho seguido pela precursora franquia Bruxa de Blair, e utiliza uma forma mais clássica de narrativa. Embora o diretor e roteirista Ed Gass-Donnelly tenha criado alguns poucos momentos bizarros e interessantes, o filme nunca sai do marasmo ao longo de seus 88 minutos.

    O tédio só é aliviado por eventuais sustos, garantidos pelos efeitos sonoros, aqueles momentos quando o volume aumenta do nada para causar algum impacto. O longa recorre também a cenas sensuais com sua protagonista, mas todas são bobas. Por sua vez, a violência é mascarada com cortes rápidos, câmeras distantes ou fora da cena – o que seria interessante, caso o filme tivesse algum outro ponto positivo.

    Tudo piora do meio para o final quando uma liga benevolente é tirada quase literalmente da cartola para tentar salvar Nell. Em meio a crenças variadas, profecias e efeitos visuais de péssima qualidade, se desenrola uma luta piegas do bem contra o mal. Desta forma, as sequências finais se tornam ainda mais esquisitas e sem lógica.

    Em meio a tantos problemas, a atriz Ashley Bell é o ponto alto do filme. Ela está novamente muito bem, com interpretação firme e assustadora da inocente e possuída Nell. A garota transmite muito bem suas emoções e parece uma pessoa com sérios problemas mentais. Uma pena ela não realizar tanto contorcionismo como no primeiro filme.

    O Último Exorcismo – Parte 2 é um caça-níquel que deve atrair adolescentes ao cinema, mas será incapaz de evitar o tédio dos verdadeiros fãs de terror. O visual gótico de New Orleans poderia ter sido melhor utilizado e faltou a criação de algum tipo de atmosfera de tensão, para a audiência ao menos saber que entrou na sessão certa. Por incrível que pareça tudo dá a entender que ainda haverá outra sequência.

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