O ÚLTIMO METRÔ

O ÚLTIMO METRÔ

(Le Dernier Métro)

1980 , 131 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • François Truffaut

    Equipe técnica

    Roteiro: François Truffaut, Jean-Claude Grumberg, Suzanne Schiffman

    Produção: François Truffaut

    Fotografia: Néstor Almendros

    Trilha Sonora: Georges Delerue

    Estúdio: Les Films du Carrosse

    Elenco

    Alain Tasma, Andréa Ferréol, Aude Loring, Catherine Deneuve, Christian Baltauss, Franck Pasquier, Gérard Depardieu, Heinz Bennent, Hénia Suchar, Jacob Weizbluth, Jean Poiret, Jean-José Richer, Jean-Louis Richard, Jean-Pierre Klein, Jessica Zucman, Laszló Szábó, Marcel Berbert, Martine Simonet, Maurice Risch, Paulette Dubost, Pierre Belot, Renata Flores, René Dupré, Richard Bohringer, Rose Thiéry, Sabine Haudepin

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O Grupo Estação dá prosseguimento à sua (muito bem-vinda, por sinal) política de relançamento de antigos clássicos do cinema. Nesta semana, é a vez da reestréia de O Último Metrô, drama dirigido em 1980 pelo aclamado cineasta francês François Truffaut.
    A história se passa em plena Segunda Guerra Mundial, em 1942. É dentro do clima de tensão e terror vivido pela França ocupada que a atriz parisiense Marion Steiner (Catherine Deneuve) volta a dirigir o prestigiado teatro Montmartre, abandonado forçosamente por seu marido Lucas Steiner, um judeu alemão perseguido pelos nazistas. O espetáculo de reabertura do Montmartre será uma peça norueguesa que seu marido deveria dirigir. Marion pede então ao amigo Jean que assuma a direção, enquanto o ator Bernard Granger se ocuparia do papel principal. Porém, o que os nazistas não sabem é o paradeiro do marido foragido de Marion: ele está escondido no porão do próprio teatro. É dali que secretamente Lucas dá continuidade à sua arte.

    Muito mais do que uma simples história de guerra, O Último Metrô é um hino de amor à liberdade de expressão. Truffaut defende frontalmente a idéia da resistência (tão querida aos franceses), principalmente no campo artístico. O tema também é abordado em outros filmes europeus importantes, como Mephisto, de Ivan Szabó, e Ai Carmela!, de Carlos Saura. Mas, Truffaut consegue como poucos misturar com maestria a política com o romantismo.
    Com interpretações perfeitas e a sempre deslumbrante fotografia de Nestor Almendros (que consegue extrair as mais belas luzes e cores mesmo de lugares fechados e claustrofóbicos), O Último Metrô merece ser visto (ou revisto) em todo o esplendor da tela grande do cinema.
    Além de tudo, é sempre um grande prazer ver Catherine Deneuve e Gerard Depardieu juntos, num mesmo filme.

    18 de janeiro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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