O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA

O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA

(The Last King Of Scotland)

2006 , 125 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kevin Macdonald

    Equipe técnica

    Roteiro: Jeremy Brock, Peter Morgan

    Produção: Andrea Calderwood, Charles Steel, Lisa Bryer

    Fotografia: Anthony Dod Mantle

    Trilha Sonora: Alex Heffes

    Estúdio: Cowboy Films, DNA Films, FilmFour, Fox Searchlight Pictures, Scottish Screen, Slate Films, Tatfilm, UK Film Council

    Elenco

    Abby Mukiibi Nkaaga, Adam Kotz, Afrigo Band, Andy Williams, Angela Kalule, Apollo Okwenje Omamo, Barbara Rafferty, Chris Wilson, Clare Wandera, Cleopatra Koheirwe, Consodyne Buzabo, Daniel Ssettaba, Dave A. Tarun, David Ashton, David Oyelowo, Dick Stockley, Forest Whitaker, Giles Foden, Gillian Anderson, Haruna Walusimbi, James McAvoy, Joanitta Bewulira-Wandera, John Olima, Joseph Kahirimbanyi, Kerry Washington, Louis Asea, Martina Amati, Mathias Muwonge, Michael Wawuyo, Ndere Troupe, Peter Salmon, Rene Peissker, Sam Namatiti, Sam Okelo, Sarah Nagayi, Simon McBurney, Stephen Rwangyezi, Stern Jedidian, The Nyonza Singers, Wilberforce Muteta

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Nos últimos anos, alguns filmes contundentes estão sendo produzidos sobre a situação de alguns países africanos que sofrem com violentos governos ditatoriais e não menos violentos grupos rebeldes, como Hotel Ruanda e Diamante de Sangue. Baseado em romance de Giles Foden, O Último Rei da Escócia é mais uma produção que elucida a violenta história recente de um país africano, a Uganda.

    Trata-se de uma descrição romanceada da ascensão de um dos mais violentos ditadores da história mundial recente, o General Idi Amin (Forest Whitaker), que, ao tomar o poder no país, espalhou uma onda de assassinatos a qualquer pessoa que criticasse seu governo ou levantasse suspeitas em relação à sua fidelidade ao presidente. A história é contada sob o ponto de vista do jovem escocês Nicholas Garrigan (James McAvoy). Recém-formado em medicina, viaja à Uganda não necessariamente para salvar o mundo ou os pobres flagelados do país, mas para escapar do tédio que o domina em sua terra natal. Mulherengo inveterado, é convidado pelo presidente para ser seu médico pessoal. Logo, Garrigan vira seu braço direito e testemunha de perto as atrocidades cometidas pelo novo líder da nação. A euforia de um novo governo, vinda da população, é a mesma do médico. No começo, o novo mundo o seduz. No entanto, ele começa a ser englobado por tanta novidade e percebe que as partes obscuras dessa sua nova vida são densas demais.

    Tudo em O Último Rei da Escócia gira em torno da ilusão e é isso que causa não somente a euforia de ambos os personagens, mas também a decadência. Garrigan e Amin são de formações completamente diferentes; a falta de maturidade os une e os destrói da mesma forma. Guardadas as proporções, são dois personagens desprezíveis, cada um em seu modo.

    O fato de ser dirigido pelo documentarista Kevin Macdonald (Um Dia Em Setembro) faz com que O Último Rei da Escócia tenha um tom documental na direção. A câmera perde a firmeza e ganha mobilidade entre os conflitos da trama. Os enquadramentos e closes não-convencionais fazem com que o espectador tenha a impressão de estar observando algo que não deveria ver. Como uma denúncia documental. O desenvolvimento do roteiro, assinado por Peter Morgan (A Rainha), é gradativo: os personagens passam da euforia pela novidade ao temor de uma forma rápida e totalmente justificada. Na verdade, a história em si é totalmente apoiada nos personagens e na relação entre os dois protagonistas.

    O maior destaque de O Último Rei da Escócia é a forma como Forest Whitaker rouba a cena na composição do General Amin. Dependente, bufão, farrista e sedutor quando toma o poder na Uganda, seu carisma é capaz de conquistar não somente a população, mas também os estrangeiros que estão em sua terra, especialmente Garrigan. Na medida em que os acontecimentos avançam, sua imaturidade e insegurança no cargo de presidente da Uganda fazem com que ele use a violência e a repressão para manter esse poder ilusório em suas mãos. Indicado ao Oscar e ganhador do Globo de Ouro de Melhor Ator, Whitaker dá a força necessária para sustentar a trama.

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