O VERDADEIRO AMOR

O VERDADEIRO AMOR

(Sweet Land)

2005 , 110 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 01/08/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ali Selim

    Equipe técnica

    Roteiro: Ali Selim

    Produção: Alan Cumming, James Bigham

    Fotografia: David Tumblety

    Trilha Sonora: Mark Orton, Thomas Lieberman

    Elenco

    Alan Cumming, Alex Kingston, Elizabeth Reaser, John Heard, Lois Smith, Ned Beatty, Patrick Heusinger, Stephen Pelinski, Tim Guinee

  • Crítica

    01/08/2008 00h00

    Não parece, mas O Verdadeiro Amor é uma produção norte-americana. Belo, contido, de ritmo contemplativo e sem nenhum grande rosto estelar no elenco, o filme tem todo um estilo inglês. Talvez até nórdico. Mas é uma bela prova que, às vezes, existe sim vida inteligente no cinema dos EUA. Uma boa estréia do diretor Ali Selim que, infelizmente, nada realizou depois. E olha que O Verdadeiro Amor é de 2005, chegando, portanto, atrasado ao nosso circuito.

    No fundo, trata-se de uma grande história de amor vencendo todas as barreiras. Sem os clichês que o tema poderia fazer supor. A trama se desenvolve pouco depois do final da Primeira Guerra Mundial, momento em que o tímido e calado Olaf (Tim Guinee), norueguês radicado nos Estados Unidos, "importa" uma esposa européia para ajudá-lo a vencer a solidão das grandes e vazias lavouras de milho do interior do país. A encomenda veio melhor que o esperado: a noiva é Inge (Elizabeth Reaser), mulher que com o tempo se mostrará tão forte quanto bela. Olaf só não sabia que Inge havia nascido na Alemanha, exatamente o país que os EUA tinham aprendido a odiar com todas as suas forças, durante a guerra recém-terminada. Explodem contra ela e o futuro marido toda a ira e a intolerância de uma sociedade tacanha, cujas bases principais são fundamentadas pelos mais injustificados preconceitos raciais e sociais. Como acontece até hoje, diga-se.

    Após um início um pouco confuso, com flash-backs em excesso, o filme se firma como uma grande saga romântica minimalista, sem os exageros épicos dos chamados temas edificantes e com a dose certa de poesia que o tema exige.
    Sincero e sensível, O Verdadeiro Amor acaba caindo no gosto das platéias. Tanto que venceu os prêmios de Público nos Festivais da Florida, Hamptons, Vail e Wisconsin, além de ganhar o Independent Spirit Awards (o "Oscar" do cinema independente norte-americano) de Melhor Filme de Diretor Estreante.

    Quem entende, garante que o alemão e o norueguês falados no filme são terríveis. Como eu não entendo...

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