O VIDENTE

O VIDENTE

(Next)

2007 , 98 MIN.

14 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 28/09/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lee Tamahori

    Equipe técnica

    Roteiro: Gary Goldman, Jonathan Hensleigh, Paul Bernbaum

    Produção: Arne Schmidt, Graham King, Nicolas Cage, Norman Golightly, Todd Garner

    Fotografia: David Tattersall

    Trilha Sonora: Mark Isham

    Estúdio: Revolution Studios

    Elenco

    Jessica Biel, Jim Beaver, Jose Zuniga, Julianne Moore, Michael Trucco, Nicolas Cage, Nicolas Pajon, Paul Rae, Peter Falk, Thomas Kretschmann

  • Crítica

    28/09/2007 00h00

    Os contos e livros de autoria de escritor Phillip K. Dick (1928-1982) já renderam marcantes adaptações cinematográficas, como Blade Runner - O Caçador de Andróides, O Vingador do Futuro, Minority Report - A Nova Lei e O Homem Duplo. Geralmente, são textos que unem fantasia, ficção científica e ação policial, ou seja, matéria prima de ótima qualidade para um bom filme comercial.

    Agora, os produtores de Hollywood (entre eles o próprio Nicolas Cage) foram atrás de um romance de Dick que ainda não havia sido filmado e descobriram The Golden Man. O resultado é o filme O Vidente, sobre um homem que consegue antever o seu próprio futuro em apenas alguns minutos. O que não é exatamente uma novidade, pois já havia sido base para um episódio do seriado Além da Imaginação, há mais ou menos meio século. Porém, como nada se cria, nada se perde e tudo se refilma, por que não?

    Em O Vidente, o personagem principal (Cage) usa o nome artístico de Frank Cadillac para protagonizar um pequeno show de magia, com o qual ganha a vida modestamente em Las Vegas. Nas horas vagas, usa o seu dom para aumentar a renda por meio de pequenas apostas em cassinos. Nada que chame a atenção. Frank é um sujeito low profile; como muitos "dotados", é um homem amargurado com o seu próprio talento. Uma visão, porém, lhe tira o sono: mesmo sabendo que só consegue ver o futuro com poucos minutos de antecedência, ele sabe que um dia qualquer, numa hora determinada, uma bela loira entrará em sua vida. A "visão", no caso, é vivida por Jessica Biel, novamente às voltas com um mágico, após o sucesso de O Ilusionista.

    A ação propriamente dita começa quando Frank é procurado pelo FBI para uma missão das mais importantes: usar o seu dom para tentar localizar uma bomba atômica que poderá explodir a qualquer momento em território americano. Incrível! Entra ano, sai ano, os americanos continuam com a paranóia nuclear. Desta vez, os vilões falam francês! Porém, o discreto e amargurado Frank não está disposto a colaborar com o governo que, por sua vez, tem métodos bem convincentes para fazê-lo cooperar.

    Apesar de baseado num livro de Phillip Dick, a proposta de O Vidente é ser assumidamente um filme de ação policial. Tanto que foi chamado para a direção o cineasta Lee Tamahori, conhecido por produções como 007 -- Um Novo Dia Para Morrer, Triplo X e Estado de Emergência, entre outros. Há, sim, uma leve pitada de fantasia e ficção científica, mas o sabor principal é formado pelas fórmulas que regem tudo aquilo que se espera de um filme de ação. Tamahori também não se esqueceu do humor, extraindo de Cage alguns momentos divertidos, já que o personagem, em situações extremas, tem sempre alguns minutos de vantagem sobre os demais. Há espaço até para duas referências - no mínimo sarcásticas - à obra de Stanley Kubrick: a primeira é uma cena importante que acontece enquanto a televisão mostra o filme Doutor Fantástico, cujo tema também é a explosão de uma bomba nuclear. A segunda, mais evidente, é quando a agente do FBI (Julianne Moore) tentar forçar a colaboração de Frank utilizando um "abridor de olhos" semelhante ao que foi imortalizado em Laranja Mecânica.

    São detalhes interessantes, mas que certamente não farão de O Vidente um filme memorável. Trata-se apenas de um bom passatempo, ágil, eficiente e com um final que pode surpreender. Repare também na participação especial de Peter Falk, o eterno Detetive Columbo, atualmente aos 80 anos de idade.

    O filme fracassou nas bilheterias americanas, faturando apenas 25% dos US$ 70 milhões de seus custos estimados. Não era para tanto. Talvez a recuperação venha por meio do DVD, quando for lançado.

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