O VIGARISTA DO ANO

O VIGARISTA DO ANO

(The Hoax)

2006 , 115 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 14/09/2007

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Lasse Hallström

    Equipe técnica

    Roteiro: William Wheeler

    Produção: Betsy Beers, Bob Yari, Joshua D. Maurer, Leslie Holleran, Mark Gordon

    Fotografia: Oliver Stapleton

    Trilha Sonora: Carter Burwell

    Estúdio: Miramax Films

    Elenco

    Alfred Molina, Antonie Knoppers, David Aaron Baker, Hope Davis, John Bedford Lloyd, John Carter, Judi Barton, Julie Delpy, Marcia Gay Harden, Michael J. Burg, Mike Clemente, Milton Buras, Richard Gere, Sarah Nichols, Stanley Tucci, Zeljko Ivanek

  • Crítica

    14/09/2007 00h00

    Por que filmes sobre grandes golpes são tão fascinantes? Parece que há um lado extremamente sedutor em produções como Prenda-me se For Capaz, Onze Homens e um Segredo, Nove Rainhas ou qualquer outra que investigue até onde alguém pode chegar para enganar seu semelhante e, com isso, faturar muito dinheiro. Este fascínio pelo ato de ludibriar é um dos pontos mais explorados em O Vigarista do Ano, drama que conta a história real da inacreditável falcatrua que o escritor Clifford Irving (Richard Gere) armou no mercado editorial norte-americano, nos anos 70.

    Após ter um livro recusado por uma grande editora, Irving anuncia que o excêntrico milionário recluso Howard Hughes (retratado por Martin Scorsese em O Aviador) teria lhe escrito uma carta, de próprio punho, pedindo que ele o ajudasse a redigir suas memórias. Hughes mantinha-se longe da imprensa há décadas, envolto em clima de grande mistério sobre suas excentricidades, de maneira que um livro autobiográfico sobre ele, a esta altura dos acontecimentos, seria certamente um estrondoso best seller. Obviamente, tudo não passava de uma grande mentira que Irving jogou no ventilador, mas a editora mordeu a isca. A partir de então, o que se vê no filme são as incríveis peripécias que o escritor e seu assistente, Dick Suskind (Alfred Molina, de Chocolate, novamente ótimo) realizam para manter a farsa, escrever o suposto livro e tentar sair ilesos e milionários do golpe.

    O diretor sueco Lasse Hallström (de Gilbert Grape - O Aprendiz de Sonhador e Chocolate) se mostra totalmente à vontade nesta história americana e parece ter aprendido com louvor os elementos da narrativa comercial, sem deixar de lado sua veia artística. Da mesma forma que sabe envolver o espectador destilando doses precisas de tensão e suspense, Lasse também deixa a sua marca criativa em momentos marcantes, como o olhar inquisidor que uma simples fotografia de Hughes lança sobre o personagem principal, ou os delírios que passam a confundir criador com criatura, ficção com realidade.

    Junte a isso um eficiente e bem amarrado roteiro do praticamente estreante William Wheeler (a partir do livro escrito pelo próprio Clifford Irving), uma caprichada reconstituição de época (visual e sonora, com ótimas canções dos anos 70) e o sempre afiado carisma de Richard Gere para ter como resultado um filme que se saboreia com prazer e interesse da primeira á última cena.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus