O VINGADOR DO FUTURO (2012)

O VINGADOR DO FUTURO (2012)

(Total Recall (2012))

2012 , 121 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 17/08/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Len Wiseman

    Equipe técnica

    Roteiro: James Vanderbilt, Kurt Wimmer, Mark Bomback

    Fotografia: Paul Cameron

    Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams

    Estúdio: Original Film, Rekall Productions, Total Recall

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Adrian Jaworski, Amir Wilker, Bill Nighy, Bokeem Woodbine, Brooks Darnell, Bryan Cranston, Camille Kennedy, Colin Farrell, Currie Graham, Dan Cristofori, Denise Vasquez, Despina Iossifidis, Dexter Howe, Dylan Smtih, Ethan Hawke, Filip Watermann, Gregoire Akcelrod, Jailar Tabugay, Jay Kow, Jesse Bond, Jessica Biel, Joe Vercillo, John Cho, Johnny Larocque, Justin Major, Kaitlyn Leeb, Kane Mahon, Kate Beckinsale, Lisa Chandler, Marc Andrew Smith, MarkBaldesarra, Michael Therriault, Mika Emme, Milton Barnes, Miranda Jade, Mishael Morgan, Morgane Slemp, Phi Huynh, Ryan Le Bar, Samuel Mekonne, Sarah Marshall, Shane Pollard, Stephen Diego, Stephen MacDonald, Stephon Fuller, Steve Byers, TonyKelly, Warren Belle, Will Yun Lee, Wing Lee

  • Crítica

    16/08/2012 13h55

    Por Daniel Reininger

    O Vingador do Futuro tem um grande problema: ser um remake. Tentar trazer o clássico estrelado por Arnold Schwarzenegger para o século 21 parece (e é) dispensável. Embora o cenário tenha mudado, o visual seja de tirar o fôlego e a ação frenética, o resultado é um filme apenas divertido que vai ser esquecido assim que você sair do cinema.

    Repleto de elementos da cultura pop tirados de Blade Runner, A Origem e até Identidade Bourne, não dá para negar que o diretor Lee Wiseman (Anjos da Noite: O Despertar) tentou fazer uma história interessante para a audiência de hoje sem se esquecer do original de 1990. Até a famosa mulher de três seios deu um jeito de aparecer, homenagens que dão ainda mais saudades da interpretação exagerada e das situações embaraçosas e divertidas do longa estrelado por Schwarzenegger.

    A trama é muito parecida com a do filme original, por sua vez baseado no conto Podemos Recordar para Você, por um Preço Razoável, de Philip K. Dick. Desta vez, ao invés de Marte, o filme é ambientado numa Terra pós-apocalíptica dividida entre a Federação Unida da Bretanha (boa parte da Europa) e a Colônia (Oceania). Dois mundos diferentes, conectados apenas por um elevador que atravessa o planeta chamado The Fall, maior símbolo de opressão.

    Nesse contexto, Douglas Quaid (Colin Farrel) é um operário comum que começa a ficar atormentado com a estagnação de sua vida. Para piorar, tem um sonho recorrente no qual é alguém importante. Quaid resolve então procurar a Rekall, empresa que implanta memórias diretamente no cérebro dos clientes que procuram novas experiências. Entretanto, o procedimento faz com que sua verdadeira identidade de espião seja revelada e isso o coloca na mira das autoridades federais.

    A premissa é boa, mas o roteiro não consegue justificar a necessidade de uma revolução nem a importância do protagonista. Sem fazer jus à produção de 1990 (muito menos ao conto), o longa é também incapaz de mostrar as verdadeiras motivações de cada personagem. No original, que não é nenhuma maravilha do ponto de vista narrativo, a trama dá ainda mais voltas, tem menos momentos explicativos, e ainda assim é fácil entender o que estava em jogo naquele mundo onde é preciso pagar até pelo ar respirado.

    A discussão sobre o que é a realidade, ponto principal do conto de Philip K. Dick e um dos aspectos interessantes do clássico de 1990, também fica de lado. Em nenhum momento o espectador desconfia que a perseguição seja fruto das memórias implantadas – o que faz uma das principais cenas do filme ficar sem sentido algum.

    O que falta de profundidade e de qualidade de atuação (não à toa Collin Farrel anda meio sumido e Kate Beckinsale faz praticamente o mesmo personagem de Anjos da Noite), sobra em ambientação e efeitos. O mundo de O Vingador do Futuro é impressionante e credível (até o elevador que cruza o centro da Terra é passável) e o visual das cidades, veículos e Synthetics (robôs policiais) é espetacular. Perfeito para quem procura belas, mas não originais, cenas de ação numa paisagem futurista.

    No final das contas, a refilmagem, apesar de boa, não acrescenta nada. A falta de humanidade dos personagens, de diálogos melhor elaborados e até de humor transformam o filme em algo raso que nunca realmente decola. O Vingador de Futuro tenta agradar a todo custo, mas isso, na verdade, só prova a sua falta de inspiração. Seria muito mais produtivo mudar alguns detalhes da trama e das sequências de ação e transformá-lo em um novo filme.

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