OBLIVION

OBLIVION

(Oblivion)

2013 , 124 MIN.

10 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 12/04/2013

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Joseph Kosinski

    Equipe técnica

    Roteiro: Joseph Kosinski, William Monahan

    Produção: Barry Levine, Duncan Henderson, Dylan Clark, Joseph Kosinski, Peter Chernin

    Fotografia: Claudio Miranda

    Trilha Sonora: Daft Punk, M.8.3

    Estúdio: Chernin Entertainment, Ironhead Studios, Radical Pictures, Universal Pictures

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Andrea Riseborough, Andrew Breland, Booch O'Connell, Catherine Kim Poon, Efraiem Hanna, Fileena Bahris, James Rawlings, Jason Stanly, Jay Oliver, Jaylen Moore, Jeremy Sande, Joanne Bahris, John L. Armijo, Jordan Sudduth, Julie Hardin, Lindsay Clift, Melissa Leo, Morgan Freeman, Nikolaj Coster-Waldau, Olga Kurylenko, Paul Gunawan, Philip Odango, Ryan Chase Lee, Tom Cruise, Z. Dieterich, Zoe Bell

  • Crítica

    09/04/2013 20h08

    Anos atrás em Hollywood havia um índice muito utilizado pelos estúdios para calcular o potencial comercial de um astro ou estrela. Chamava-se star power e chegava no máximo a 100. Um ator ou atriz de star power 100 era aquele no auge, capaz de garantir ao produtor do filme uma bilheteria não inferior a US$ 100 milhões.

    A avaliação entrou em desuso, o mercado e as cifras mudaram, mas nem por isso alguns atores hollywoodianos deixaram de ser considerados pelos estúdios como fontes inequívocas de boas receitas. Este é o caso de Tom Cruise, por exemplo. Tê-lo num blockbuster costuma ser garantia de bons resultados em bilheteria. Não à toa ele praticamente carrega nas costas a ficção científica Oblivion, que sem sua presença provavelmente seria um filme que passaria despercebido.

    No longa futurista Cruise interpreta Jack Haper, misto de engenheiro e soldado responsável por cumprir uma missão na Terra, planeta há muito abandonado pelos humanos depois de uma guerra contra alienígenas. Ele e sua mulher, Victoria (Andrea Riseborough), formam a equipe encarregada de patrulhar o planeta deserto para assegurar que seus últimos recursos naturais disponíveis sejam retirados sem que remanescentes dos alienígenas criem problemas.

    Tudo parece caminhar sem maiores problemas e o casal está prestes a retornar à colônia humana no espaço. Em suas patrulhas rotineiras, Jack relembra com certa nostalgia da Terra antes da guerra que a destruiu – para vencer os alienígenas os humanos tiveram de usar seu arsenal nuclear -, mas também é atormentado em silêncio por sonhos estranhos de uma vida que, aparentemente, não viveu. Naturalmente, toda essa calmaria vai ter fim em breve.

    O diretor e roteirista Joseph Kosinski, o mesmo de Tron - O Legado, conduz esses primeiros momentos do filme muito bem. Vamos conhecendo esses personagens, tomando contato com sua realidade e ficamos presos à história sob a expectativa do que vem adiante. A cenografia também ajuda (e muito) na ambientação. A criação deste mundo futurista pós-apocalíptico é algo que chama a atenção por sua riqueza de detalhes e coerência.

    Kosinski, que também é arquiteto, apostou em recriar esta realidade de 2077 como a evolução plausível do que se vê hoje. O diretor limitou ao máximo o uso de cenografia virtual (a famigerada tela verde) e gravou panorâmicas do céu do Havaí, de paisagens da Islândia e do o cume de um vulcão para incluí-las no filme. O resultado é atraente e longe de artificialismos cênicos.

    A esperada reviravolta acontece quando um nave não-identificada cai na Terra e nela Jack descobre a mulher desconhecida (Olga Kurylenko) recorrente em seu sonhos. Neste ponto, todas as certezas que tinha até então começam a desmoronar e o personagem segue numa trajetória de descobertas que o fará recuperar um passado perdido, este que até então desconhecia.

    Nesta segunda metade o filme perde um pouco de fôlego e muito de criatividade. O roteiro torna-se confuso em certos momentos e deixa o espectador perdido. Quando, mais adiante, tenta explicar o que está acontecendo, deixa muitas arestas a aparar e pontas soltas. Além disso, objetos de cena como drones, naves, armas e, principalmente, o figurino têm clima de déjá vu. É inevitável lembrar de outros filmes, como Star Wars, por exemplo.

    Mesmo em sua sequência final Oblivion conduz nossa memória a outro longa famoso, no caso Independence Day. Podia acabar por aí, mas se estende um pouco mais somente para “presentear” o público com um happy end improvável. No fim das contas, para sustentar o filme é indispensável que o protagonista seja uma estrela como Tom Cruise, cujo carisma e presença cênica são capazes de tornar a produção mais interessante do que realmente é .


Deixe seu comentário
comments powered by Disqus