O espelho

O ESPELHO

(Oculus)

2014 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 03/07/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mike Flanagan

    Equipe técnica

    Roteiro: Mike Flanagan

    Produção: Jeff Howard, Marc D. Evans, Trevor Macy

    Estúdio: Blumhouse Productions, Intrepid Pictures, WWE Studios

    Elenco

    Brenton Thwaites, Karen Gillan, Katee Sackhoff, Rory Cochrane

  • Crítica

    02/07/2014 06h38

    Este filme é sobre duas pessoas que tentam "matar" um espelho. Não, não desista de ir adiante. Este terror merece alguma atenção, ao menos por tentar fugir um pouco da mesmice comum ao gênero vista ultimamente. Só um pouco, é verdade.

    O Espelho é um thriller sobrenatural que tem alguns méritos pelo menos por não abusar das batidas artimanhas de buscar o susto a fórceps e desenvolver sua narrativa de forma relativamente atrativa, apesar da inconstância.

    O filme começa mostrando Tim (Brenton Thwaites, de Malévola), rapaz de 21 anos sendo liberado de uma instituição psiquiátrica. Que vai buscá-lo é a irmã, Kaylie (Karen Gillan, de Guardiões da Galáxia), que tem o propósito de provar para o irmão que o espelho que dá título ao filme é o responsável pela tragédia que vitimou seus pais no passado.

    A moça acredita que forças malignas residem no antigo espelho, que foi adquirido por seu pai quando ainda era criança. Para isso, prepara um aparato tecnológico com o intuito de provar que a peça antiga é um portal para forças sobrenaturais.

    O plano dela envolve levar o irmão de volta a casa onde os pais morreram e colocar o espelho na posição original, enquanto tenta recriar a traumática experiência. Deste momento em diante o diretor e roteirista Mike Flanagan vai e volta no passado, mostrando o experimento de Kaylie paralelamente a flahbacks que vão revelando aos poucos o que aconteceu anos antes.

    A montagem faz um bom trabalho aqui. Kaylie e Tim são mostrados ainda crianças, quando seus pais se mudam para a nova casa e levam o espelho antigo como peça de decoração. Não demora muito e a relação entre marido e mulher entra em crise. A mãe nota mudanças na personalidade do marido, acha que ele tem uma amante, mas esta aparentemente não parece ser real.

    O Espelho perde um pouco de sua força quando recai numa espécie de duelo verbal entre irmãos – ela tentando provar que está certa e ele rechaçando seus argumentos. Apesar de se esforçar em tentar trazer alguma surpresa, fugir do lugar-comum, o longa não deixa de ser previsível em dados momentos.

    Ainda assim, os fãs do gênero terror, que sofrem com a escassez de bons títulos, não vão ter de enfrentar um filme medíocre dessa vez. A narrativa é bem conduzida, mas fatou estabelecer uma atmosfera verdadeiramente aterrorizante.

    No entanto, quando acerta, O Espelho assusta e, pelo menos aqui, nem sempre é óbvio o que vai acontecer adiante.

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