ODEIO O DIA DOS NAMORADOS

ODEIO O DIA DOS NAMORADOS

(Odeio o Dia dos Namorados)

2013 , 100 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 07/06/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roberto Santucci

    Equipe técnica

    Roteiro: Paulo Cursino

    Estúdio: Miravista

    Distribuidora: Buena Vista Pictures

    Elenco

    André Mattos, Charles Paraventi, Daniel Boaventura, Daniele Valente, Danielle Winits, Fernando Caruso, Heloísa Périssé, Marcelo Saback, Toni Tornado

  • Crítica

    04/06/2013 19h30

    A história é pra lá de batida: personagem diante da morte reavalia a vida e percebe que tomou um monte de decisões erradas. No mundo real não dá para voltar atrás, mas no cinema realiza-se o sonho impossível de corrigir as coisas. Em Odeio o dia dos Namorados acompanhamos a trajetória de Débora (Heloisa Perissé), profissional bem-sucedida que abdicou do amor para construir a carreira de sucesso que tanto almejou.

    Sim, tudo vai acabar bem ao final. Odeio o dia dos Namorados é uma comédia romântica e nesse tipo de filme o amor sempre vence. Para quem entra na sala de cinema já sabendo disso, o que vale mesmo é como a história é desenvolvida, o quão bem arquitetada será a trama até chegarmos ao happy end. É nesse miolo que se constrói a torcida para que tudo dê certo para o casal de protagonistas. Se chegarmos ao desfecho indiferentes, o filme foi malsucedido.

    A novo longa de Roberto Santucci, diretor dos sucessos de público De Pernas pro Ar 1 e 2 e Até que a Sorte nos Separe, fica da média. Tem bons momentos, alguns deslizes, mas no geral é eficiente em prender a atenção do público e divertir. Santucci, que a cada nova comédia experimenta enredos diferentes, se perde um pouco na construção da personagem principal na primeira parte do filme. Por ter feito a escolha, ainda na juventude, de se dedicar à carreira, Débora tornou-se arrogante, fria e, por isso, odiada por aqueles que a cercam.

    Personagem antipático em comédia, mas não necessariamente o vilão, tem de ser chato para os que estão a seu redor e não para o público. Este tem de ser apresentado a algumas particularidades que o faz perceber alguém de bom coração escondido por  trás da "mala". É o que ocorre, por exemplo, em O Diabo Veste Prada. Em nenhum momento o público odeia a Miranda, mesmo diante do que faz. Ao final, descobre-se que a executiva déspota não é tão má assim, apenas vítima de um sistema que a moldou e o qual não conseguiu confrontar, como faz a personagem de Anne Hathaway.

    Não é o que ocorre em Odeio o dia dos Namorados. Antes que Débora se veja diante da oportunidade de rever os erros do passado, ela é apenas uma mulher indigesta: para os outros personagens e também para o espectador. Como a construção das situações cômicas não consegue dirimir isso - e Perissé não é uma Meryl Streep - a coisa fica evidente. A personagem começa a cativar o público somente quando a observamos revendo seu cotidiano como plateia e lamentando seus erros.

    Seu cicerone nesta viagem é o amigo Gilberto (Marcelo Saback), que morreu anos antes vítima de um infarto. Saback está impagável no papel de gay afetado e sarcástico que não perde a oportunidade de alfinetar a amiga atrapalhada - os momentos mais engraçados do longa são quando está em cena.

    Daí em diante a trama viaja à adolescência da personagem, volta ao presente e avança até o futuro, tudo para que a protagonista descubra que não deveria ter aberto mão do apaixonado e romântico Heitor (Daniel Boaventura). Sim, neste momento estamos torcendo para os dois ficarem juntos, mais por ele que por ela a bem da verdade.

    Em tempo: quando avança para o futuro o filme apresenta efeitos especiais bem feitos e plausíveis. Fica difícil não confrontá-los com a maquiagem tacanha feita no nariz da atriz que vive Débora quando adolescente. Uma prótese de silicone que muda de tonalidade a cada tomada.

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