OLGA

OLGA

(Olga)

2004 , 141 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jayme Monjardim

    Equipe técnica

    Roteiro: Rita Buzzar

    Produção: Claudia Braga

    Fotografia: Ricardo Della Rosa

    Trilha Sonora: Marcus Viana

    Estúdio: Globo Filmes

    Elenco

    Antônio Calloni, Caco Ciocler, Camila Morgado, Fernanda Montenegro, Mariana Lima, Osmar Prado

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quando fiquei sabendo que o livro Olga, escrito por Fernando Morais, seria adaptado para o cinema, confesso que senti um misto de empolgação e medo. A biografia é um verdadeiro clássico da literatura brasileira contemporânea e, para virar filme, precisava de um time de profissionais muito bem qualificados na arte de se fazer cinema a fim de termos uma obra cinematográfica à altura da literária. No meio desse turbilhão de expectativas, eis que finalmente estréia Olga, o filme. Dirigido por Jayme Monjardim, traz no papel da militante a atriz Camila Morgado, estreante no cinema. Ambos vêm de experiências bem-sucedidas na TV: ele é diretor consagrado, responsável, entre outros, pela bela minissérie A Casa das Sete Mulheres; ela foi revelada ao público brasileiro interpretando uma das heroínas desse trabalho dirigido por Monjardim. Daí vinha o medo: será que o trabalho do diretor teria uma estética televisiva demais para o cinema? Será que ela não conseguiria passar ao seu papel a força que a verdadeira Olga tinha? Tenho certeza que essas dúvidas passaram pela sua cabeça. E digo uma coisa: pode ficar sossegado antes de comprar seu ingresso para ver Olga, pois trata-se de um belo filme. Muito bem produzida, a produção traz uma fotografia estonteante, assim como a direção de arte. Tocante, Olga é daqueles filmes capazes de fazer brotar uma lágrima no espectador sensível. Ou até mais.

    O filme conta a história de Olga Benário (Camila Morgado), uma judia alemã nascida em berço de ouro, mas que foge de seu país a fim de se tornar uma revolucionária. Querendo mudar o mundo, Olga vive na clandestinidade em nome do comunismo. Eis que uma surge uma missão que muda seu rumo: ela é escalada para cuidar da segurança do brasileiro Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler), que estava sendo procurado pelo governo do País depois de liderar a Coluna Prestes. Dessa missão nasce o amor que, assim como o comunismo, marcou a história de Olga.

    Olga é grandioso e, ao contrário do que muitos esperavam, o fato da direção estar nas mãos de um diretor consagrado pela TV não faz com que Olga tenha uma estética televisiva, a não ser em alguns momentos, quando sua montagem se parece, sim, com um trabalho feito para a TV. Outro ponto forte de Olga é a performance de Camila Morgado, que conseguiu incorporar com sucesso a força requerida para a personagem. A direção de arte, feita por Tiza de Oliveira, também é ótima, mas, infelizmente, não acontece na trilha sonora. A música incidental constante faz com que as poucas mais de duas horas de projeção pareçam ser mais longas do que o normal. O que não compromete o longa, no final das contas.

    Pode-se dizer que Olga é mais uma prova de que a qualidade do cinema nacional não deixa nada a desejar, muito pelo contrário. É um filme maduro e bem resolvido. Não deve ser considerado um bom filme nacional, mas sim um bom ótimo filme e ponto final.

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