ONZE HOMENS E UM SEGREDO

ONZE HOMENS E UM SEGREDO

(Ocean's Eleven)

2001 , 116 MIN.

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven Soderbergh

    Equipe técnica

    Roteiro: Ted Griffin

    Produção: Jerry Weintraub

    Fotografia: Steven Soderbergh

    Trilha Sonora: David Holmes

    Estúdio: Jerry Weintraub Productions, NPV Entertainment, Village Roadshow Productions, Warner Bros. Pictures, WV Films II

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Andy Garcia, Angie Dickinson, Anthony Allison, Barry Brandt, Bernie Mac, Bill Allison, Brad Pitt, Carl Reiner, Carol Florence, Casey Affleck, Cecelia Ann Birt, Charles La Russa, David Jensen, David Sontag, Eddie Jemison, Elliott Gould, Eydie Gormé, Frank Patton, Frankie J. Allison, George Clooney, Gregory Stenson, Henry Silva, J.P. Manoux, James Curatola, Jerry Weintraub, Jim Alfonso, Jim Lampley, Joe Coyle, Joe La Due, John C. Fiore, John Robotham, Jorge R. Hernandez, Julia Roberts, Kelly Adkins, Larry Merchant, Larry Sontag, Lennox Lewis, Lori Galinski, Mark Gantt, Matt Damon, Michael Delano, Miguel Pérez, Paul L. Nolan, Richard Reed, Richard Steele, Robert Peters, Robin Sachs, Ronn Soeda, Roy Horn, Rusty Meyers, Scott Beringer, Scott Caan, Scott L. Schwartz, Shaobo Qin, Siegfried Fischbacher, Steve Lawrence, Tim Snay, Timothy Paul Perez, Tommy Kordick, Vincent Ward, Wayne Newton, William Johnson, Wladimir Klitschko

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Dentro do gênero policial existe um subgênero bastante apreciado que poderia ser chamado de “filmes de grandes golpes”. São aquelas produções em que os criminosos se unem para aplicar um golpe gigantesco em alguém ou para realizar um roubo histórico. Como estes crimes são, na maioria das vezes, cometidos com um alto grau de inteligênica e planejamento e quase sem violência, o público acaba torcendo para os simpáticos “bandidos” e não para os “mocinhos”. Filmes como Crown O Magnífico (refilmado depois como Thomas Crown, a Arte do Crime), A Armadilha, Golpe de Mestre e várias produções britânicas realizadas nos anos 60 se encaixam neste subgênero. Agora, chega aos cinemas brasileiros um dos mais badalados “filmes de grandes golpes” dos últimos anos: Onze Homens e um Segredo, refilmagem de uma produção de 1960 estrelada por Frank Sinatra e Dean Martin.

    Nada chama mais a atenção em Onze Homens e um Segredo que seu elenco. Ninguém menos que George Clooney, Matt Damon, Andy Garcia, Brad Pitt e Julia Roberts estão nos papéis principais. E não se trata das chamadas “participações especiais”. Todos estes astros efetivamente atuam no filme, em papéis igualmente importantes. Certamente a primeira pergunta que vem à cabeça do cinéfilo é “como pagar todos estes cachês milionários num único filme?” A resposta é de Steven Soderbergh. Depois de reaver seu prestígio na indústria do cinema engatilhando dois grandes sucesso em seqüência – Erin Brocovich e Traffic –, Soderbergh entrou rapidamente para a seleta lista de diretores com os quais todos querem trabalhar, mesmo com cachê baixos. Assim, astros como Brad Pitt, Andy Garcia e Julia Roberts aceitaram fazer o filme a preços bem menores que os que eles normalmente cobrariam. Quanto a George Clooney, ele é sócio de Soderbergh na produtora Section Eight e se envolveu no projeto de maneira muito mais intensa que simplesmente como ator. Desta forma, Onze Homens e um Segredo conseguiu ser viabilizado a uma custo de “apenas” US$ 85 milhões. Pode parecer muito, mas vale lembrar que somente Julia Roberts cobraria US$ 20 milhões pelo seu trabalho, em condições normais.

    Orçamentos a parte, Onze Homens e um Segredo é um dos melhores entretenimentos do ano. Ágil, divertido, inteligente, surpreendente e carismático. Não convém adiantar muito da trama para não estragar as diversas surpresas do roteiro. Pode-se adiantar apenas que tudo começa quando o charmoso criminoso Ocean (George Clooney) sai da cadeia e vai procurar seus velhos companheiros para planejar um audacioso golpe milionário num grupo de cassinos de Las Vegas. O que se vê a partir daí é um show de ótimas interpretações, diálogos afiados, situações bem-construídas e imprevisíveis reviravoltas. Cinismo também não falta. Em determianda cena, os persoangens de Pitt e Clooney trocam farpas sobre como é “sair da televisão e ficar famoso no cinema”, numa clara referência à própria trajetória de Clooney como ator. Os diálogos entre ele e Julia Roberts também são memoráveis.

    Tudo isso num filme totalmente despretensioso que tem como único objetivo apenas divertir e entreter as platéias. Com inteligência. E isso Onze Homens e um Segredo consegue fazer como poucos.

    Uma última curiosidade: no filme, os criminosos acreditam que conseguirão faturar US$ 150 milhões. Erraram por pouco: o filme arrecadou US$ 180 milhões nas bilheterias americanas.

    19 de fevereiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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