Pôster do filme Operação Overlord

OPERAÇÃO OVERLORD

(Overlord)

2018 , 110 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 08/11/2018

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  • Onde assistir

    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • Julius Avery

    Equipe técnica

    Roteiro: Billy Ray, Mark L. Smith

    Produção: J.J. Abrams, Lindsey Weber

    Fotografia: Fabian Wagner, Laurie Rose

    Trilha Sonora: Jed Kurzel

    Estúdio: Bad Robot, Paramount Pictures

    Montador: Matt Evans

    Distribuidora: Paramount Pictures

    Elenco

    Adam Collins, Andy Wareham, Ben Tavassoli, Bokeem Woodbine, Dominic Applewhite, Éva Magyar, Hélène Cardona, Iain De Caestecker, Jacob Anderson, John Magaro, John Whitby, Jorge Leon Martinez, Jovan Adepo, Marc Rissmann, Mathilde Ollivier, Matt Lindquist, Michael Epp, Mickey Lewis, Nick Roeten, Pilou Asbæk, Robert Stambler, Ryan Wiseman, Shawn Dixon, Wyatt Russell

  • Crítica

    25/10/2018 16h12

    Por Daniel Reininger

    O Diretor Julius Avery (Sangue Jovem) e o produtor J.J. Abrams (Star Wars: O Despertar Da Força) criaram um interessante filme de guerra com um elemento extra: zumbis nazistas. Tudo bem que a obra está mais para um filme de guerra do que de terror, ficando muitas vezes no limbo entre suspense e ação, mas a tensão e os momentos grotescos valem a ida ao cinema.

    O longa começa a invasão à França. É uma sequência estressante, na qual conhecemos um pouco de um grupo de soldados norte-americanos com uma importante missão. Eles se provocam e fazem brincadeiras em clima relativamente tranquilo, até que o avião é abatido e vemos a realidade angustiante da guerra. A partir daí começa uma cena violenta e intensa, com aviões explodindo no céu noturno da França.

    Na trama, o grupo de soldados sobreviventes precisa explodir uma torre que impede as comunicações Aliadas. O soldado Boyce (Jovan Adepo) é a bússola moral do grupo e o Cabo Ford (Wyatt Russell) o líder. Eles são também os personagens mais interessantes, afinal, como na maioria dos filmes de guerra, os personagens são tão rasos que são pouco mais que estereótipos.

    O grupo eventualmente encontra Chloe (Mathilde Ollivier), uma francesa rebelde forçada a fazer um acordo sexual com um oficial nazista para manter sua casa e sua vida. O nazista é o dr. Wafner (Pilou Asbæk) ele é obviamente o vilão do filme, mas não sabemos muito mais sobre ele. Logo eles descobrem o plano de desenvolver um soro secreto para criar soldados imortais para manter o Reich de mil anos prometido por Hitler.

    A maior parte do filme se passa dentro da casa de Chloe, com personagens planejando o resto de sua missão, lidando com o irmão mais novo da garota e contemplando as provações e tribulações da guerra. As coisas ficam bem lentas nesse momento e o filme sonolento, mas é preciso lembrar que esse é um filme de guerra com zumbis e essa pausa faz sentido para a ambientação e realismo.

    Quando a porrada começa, tudo fica violento rapidamente. Os momentos bizarros também são variados, com algumas imagens perturbadoras quando os experimentos nazistas são descobertos. Operação Overlord nunca abraça totalmente a diversão dos filmes Trash, embora chegue perto. Como um filme de terror, a produção manda bem, mas poderia ter focado mais nesse lado para se tornar algo realmente memorável.

    O longa funciona melhor quando foca em um dos seus dois lados: Quando é um filme de guerra, realmente voltado para trabalhar à relação entre os soldados e também Chloe, as coisas ficam interessantes. Mas quando entra na porrada contra zumbis e seres bizarros, a diversão está garantida também. O problema são os momentos em que o filme oscila, sem saber muito qual tom seguir. Por isso mesmo, esse provavelmente não é o filme de zumbis que fará seu dia mais feliz, mas pelo menos é capaz de mostrar o horror da guerra, dos experimentos terríveis feitos pelos Nazistas e ainda divertir e ser bizarro o suficiente pra valer o ingresso.

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