OPERAÇÃO VALQUÍRIA

OPERAÇÃO VALQUÍRIA

(Valkyrie)

2008 , 123 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 13/02/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Bryan Singer

    Equipe técnica

    Roteiro: Christopher McQuarrie

    Produção: Bryan Singer, Christopher McQuarrie, Gilbert Adler

    Fotografia: Newton Thomas Sigel

    Trilha Sonora: John Ottman

    Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), United Artists

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Bill Nighy, Carice van Houten, David Bamber, Eddie Izzard, Halina Reijn, Kenneth Branagh, Kevin McNally, Stephen Fry, Terence Stamp, Thomas Kretschmann, Tom Cruise, Tom Wilkinson

  • Crítica

    13/02/2009 00h00

    Depois de dirigir alguns filmes de super-heróis - como X-Men, O Filme (2000) e Superman - O Retorno (2006) -, Bryan Singer volta a dirigir uma trama envolvendo o nazismo dez anos após abordar o tema em O Aprendiz (1998). Depois de ter sua estreia adiada algumas vezes e até trechos refilmados após um acidente envolvendo os rolos de filmes originais, finalmente chega aos cinemas Operação Valquíria, no qual o Singer nos transporta à década de 40, em plena Segunda Guerra Mundial, para contar a história de um dos cabeças da operação que dá nome ao longa, que, basicamente, tinha como objetivo acabar com o regime nazista na Alemanha.

    Produtor executivo, Tom Cruise também protagoniza o longa-metragem como o coronel do exército alemão Claus von Stauffenberg. Antes mesmo de perder a mão direita, dois dedos da esquerda e um olho em missão na África, ele já acreditava piamente que a figura de Adolph Hitler (David Bamber) e o regime imposto pelo ditador na Alemanha não era nada bom para o país. O episódio só faz com que se aproxime cada vez mais de um grupo de militares que, assim como Stauffenberg, não desejavam que seu país fosse conhecido pela "Alemanha de Hitler", articulando um dos 15 atentados à vida de Hitler em julho de 1944, nove meses antes do Führer cometer o suicídio.

    O tom adotado por Operação Valquíria é sempre bastante dramático, tenso, o que faz todo sentido, uma vez que o filme acompanha um momento notoriamente trágico da história mundial. Além disso, existe a importância do longa retomar uma figura pouco lembrada. No entanto, o próprio fato de Stauffenberg não ser o único articulador do atentado contra a vida do líder alemão, ou mesmo este ter sido um entre 15 que não deram certo, acaba pesando. Por que sua história merece ser abordada neste filme e não a do general Henning von Tresckow (Kenneth Branagh) ou do também general Friedrich Olbricht (Bill Nighy)? Certamente, o fato de Cruise ser o produtor executivo e principal atrativo do longa-metragem pesou no sentido de encaminhar a história contada pelo filme. O astro, aliás, foi particularmente atraído a este projeto depois de ver uma foto de Stauffenberg, quando notou semelhanças físicas.

    Por mais que o filme coloque Stauffenberg numa posição de herói, a atuação sempre gelada e distante de Cruise não ajuda a fazer com que o espectador desenvolva empatia com o personagem. O ator incorpora de tal forma a disciplina militar - acentuada pelo fato da Alemanha estar em plena Segunda Guerra Mundial, sob o comando de Adolph Hitler - que esquece de dar um ar mais humano ao personagem, conseguindo fazê-lo ligeiramente quando o coronel está ao lado de sua família, momentos que não são suficientes para dar algum tom de humanidade ao protagonistas. Outros personagens, como os cotados anteriormente, acabam atraindo mais a atenção do espectador ao longo da trama.

    Além disso, são tantos os personagens, tramas e subtramas que, mesmo tentando resolver de uma forma bem didática e visual, Operação Valquíria não é capaz de prender a atenção do espectador a ponto de fazer com que ele entenda os meandros da história. Não há dúvidas que se trata de um filme bem-realizado. A direção de arte é caprichada e a condução de Singer não deixa a desejar, mas existe um distanciamento do personagem que acaba fazendo com que o próprio público não se envolva o suficiente com a trama; consequentemente, Operação Valquíria é incapaz de dialogar de forma completa com quem mais interessa: a plateia.

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