Pôster do filme Operações Especiais

OPERAÇÕES ESPECIAIS

(Operações Especiais)

2014 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 15/10/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tomas Portella

    Equipe técnica

    Roteiro: Martina Rupp, Mauro Lima, Tomas Portella

    Produção: Pablo Torrecillas, Rodrigo Castellar

    Fotografia: Bárbara Álvarez

    Trilha Sonora: Antonio Pinto, Dudu Aram

    Estúdio: Querosene Filmes, TC Filmes

    Montador: Marcelo Moraes

    Distribuidora: Downtown Filmes, Paris Filmes

    Elenco

    Adriano Saboya, Amélia Bittencourt, Analu Prestes, Antonio Pedro Tabet, Carlos Fonte Boa, Cléo Pires, Ed Oliveira, Fábio Lago, Fabiula Nascimento, Fabrício Boliveira, Gillray Coutinho, Jonathan Azevedo, Luci Pereira, Marcos Caruso, Olivia Araújo, Paulo Verling, Thiago Martins

  • Crítica

    15/10/2015 15h41

    Imagine uma polícia incorruptível, com funcionários sem rabo preso e com um delegado que não aceita receber qualquer tipo de propina. Pois é, ela existe nem Operações Especiais, novo filme do diretor Tomas Portella (Qualquer Gato Vira-lata). E é justamente essa autoridade correta e honesta que comanda a trama do longa que até tem a boa intensão de discutir assuntos atuais e sempre pertinentes, mas que deixa a desejar no seu principal quesito: a ação.

    Por mais que exista várias cenas dos policiais durante importantes missões, elas não se aprofundam no drama e nem na intensidade que a situação exige durante os tiroteios com os bandidos, como acontece em Tropa De Elite, por exemplo. E isso é ruim, pois faz com que a história perca credibilidade na hora de transmitir o funcionamento desse sistema desonesto que o filme apresenta.

    O eixo central da história acompanha Francis (Cléo Pires), uma moça que trabalha em um hotel, mas que busca uma melhor remuneração ao prestar um concurso para virar policial.

    Aprovada, ela segue o treinamento normal até que é escalada para fazer parte de um batalhão que é enviado para combater uma série de crimes na cidade fictícia São Judas do Livramento. Lá, além de lidar com o preconceito de seus colegas machistas, Francis tem que enfrentar seus próprios medos na hora de presenciar as situações de perigo real.

    Com outras questões interessantes abordadas, como o fato de jovens policiais já serem mandados para grandes operações mesmo sem ter a experiência de campo necessária, o oportuno debate sobre a possibilidade de termos uma polícia honesta acontece na segunda parte do filme, através do delegado Paulo Froes (Marcos Caruso), que é, sem dúvida, o ponto mais forte da trama.

    Dono das melhores falas do longa, ele é um exemplo de profissional para o resto da equipe, afinal de contas, coloca a ética e a transparência em primeiro lugar. Além disso, ele traz comentários pertinentes e pontuais sobre a realidade corrupta que o cerca.

    Infelizmente, isso não é suficiente para fazer de Operações Especiais uma referência para quem curte ação. É claro que o filme acrescenta ao oferecer para o espectador algumas curiosidades de como funciona a atuação da polícia, mas nada mais que isso. Ele tropeça em elementos importantes, apresentando-se de maneira confusa em boa parte da história, além de contar com um desfecho que acontece de forma brusca e sem explicar a conclusão de fatos importantes.

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