ÔRÍ

ÔRÍ

(Ôrí)

1989 , 91 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Raquel Gerber

    Equipe técnica

    Roteiro: Beatriz Nascimento

    Fotografia: Hermano Penna, Jorge Bodanzky, Pedro Farkas

    Trilha Sonora: Naná Vasconcelos, Teese Gohl

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Duas ambições digladiam de igual para igual em Ôrí, longa dirigido por Raquel Gerber lançado em 1989 que reestreia em cópia restaurada digitalmente. Uma é poética, dada a imagens bonitas, mas longe de didáticas, que exploram nossa sensibilidade com algum sucesso em momentos específicos - sobretudo na primeira meia hora; outra é ilustrativa da tese de Beatriz do Nascimento sobre o papel do negro na cultura brasileira. É o calcanhar de Aquiles do filme.

    Quanto mais ele se afasta da tese e procura trilhar seu caminho independente no sentido da imagem pura e vazia de seu valor associativo às palavras, melhor consegue atingir algo raro em cinema. Quanto mais ele necessita da palavra para dar conta da complexidade das imagens, mais dependente se torna de artifícios não necessariamente cinematográficos e esse embate faz com que nenhum lado seja vitorioso, o que não faz muito bem ao filme.

    Com meia hora de duração, a confusão está feita e fica difícil identificar um foco, um ponto de vista, ou mesmo uma razão de ser que não seja puramente ilustrativa. Uma pena, pois quando resolve alçar vôo, Gerber se mostra uma cineasta bem mais interessante.

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