OS AMANTES PASSAGEIROS

OS AMANTES PASSAGEIROS

(Los Amantes Pasajeros)

2013 , 90 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 28/06/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Pedro Almodóvar

    Equipe técnica

    Roteiro: Pedro Almodóvar

    Produção: Agustín Almodóvar, Esther García

    Fotografia: Jose Luis Alcaine

    Trilha Sonora: Alberto Iglesias

    Estúdio: El Deseo S.A

    Montador: José Salcedo

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Antonio Banderas, Antonio de la Torre, Bárbara Santa Cruz, Blanca Suárez, Carlos Areces, Carmen Machi, Cecilia Roth, Concha Galán, Coté Soler, Guillermo Toledo, Hugo Silva, Javier Cámara, José Luis Torrijo, José María Yazpik, Laya Martí, Lola Dueñas, María Morales, Miguel Ángel Silvestre, Nasser Saleh, Paz Vega, Penélope Cruz, Pepa Charro, Raúl Arévalo, Susi Sánchez, Violeta Pérez

  • Crítica

    25/06/2013 20h00

    É inegável ser Pedro Almodóvar um brilhante condutor de narrativas, diálogos e situações no cinema. Alguns de seus filmes são louváveis, verdadeiras obras-primas, mas mesmo um cineasta genial como ele não está livre de desacertos eventuais. Os Amantes Passageiros é um Almodóvar menor, uma comédia pontuada aqui e ali por alguns momentos engraçados, mas que parece sem rumo assim como boa parte de seus personagens.

    Pena, tendo em vista o elenco de primeira linha desperdiçado. Nomes como Penélope Cruz e Antonio Banderas (que fazem apenas pontas no início do filme), Javier Camara, Lola Dueñas, Cecilia Roth, entre outras estrelas do cinema espanhol. Eles formam um grupo heterogêneo de passageiros que viaja rumo a Cidade do México. Um problema mecânico na aeronave faz com que todos se vejam à beira da morte e, para driblar a tensão, passam a revelar intimidades numa espécie de catarse movida pelo pânico, álcool e mescalina.

    O mote é ótimo e teria rendido mais um brilhante filme à carreira prodigiosa do cineasta espanhol caso este tivesse conseguido fazer boa mescla de humor, transgressão e crítica social. Os Amantes Passageiros, no entanto, é apenas um rascunho das comédias irreverentes e subversivas que marcaram o início da carreira de Almodóvar.

    O autor de Má Educação e Fale com Ela parece querer recuperar a liberdade de execução de seus primeiros filmes, mas isso choca-se inevitavelmente com sua identidade atual, a de um diretor consagrado internacionalmente que, nos últimos anos, aperfeiçoou seu estilo e habilidade de narrador. É como se Almodóvar quisesse voltar a ser o cineasta precursor dele mesmo.

    A espontaneidade e irreverência tão autênticas de outrora dá lugar a um humor bem esquemático, de sequências cômicas artificiais. Mesmo quando envereda para a crítica social, mostrando uma classe econômica populosa e sedada na parte de trás do avião enquanto a elite participa de uma orgia na classe executiva, tudo parece banal. Espécie de provocação bem intensionada, mas inócua.

    Pedro Almodóvar é admirável por seu caráter transgressor e pela audácia criativa de conduzir seus filmes por caminhos cada vez mais arriscados narrativa e artisticamente. Cineasta de filmografia inquestionável que parece não conhecer limites, como provou no excelente A Pele que Habito. Este é o diretor amadurecido e construído por cada experiência cinematográfica que levou às telas. Os Amantes Passageiros é apenas uma tentativa equivocada de resgatar um Almodóvar que não existe mais.

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