OS CANDIDATOS

OS CANDIDATOS

(The Campaign)

2012 , 115 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 19/10/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jay Roach

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Henchy, Shawn Harwell

    Produção: Adam McKay, Jay Roach, Will Ferrell, Zach Galifianakis

    Fotografia: Jim Denault

    Estúdio: Everyman Pictures, Gary Sanchez Productions

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Amber Dawn Landrum, Amelia Jackson-Gray, Billy Slaughter, Brian Cox, Caitlyn Bosarge, Carl J. Walker, Cynthia LeBlanc, Dan Aykroyd, David Michael Warren, Dylan McDermott, Elizabeth Wells Berkes, Elton LeBlanc, Emily D. Haley, Gary Grubbs, Glen Warner, Grant Case, Grant Goodman, Jason Kirkpatrick, Jason Sudeikis, John C. Klein, John D. Reaves, John L. Armijo, John Lithgow, JohnCenatiempo, Jonathan Ray, Jordan Sudduth, Josh Lawson, Karen Maruyama, Kasey Emas, Katherine LaNasa, Kevin Beard, Kya Haywood, Lance E. Nichols, Late Lang Johnson, Madison Wolfe, Michelle Torres, Mikki Val, Millard Darden, P.J. Byrne, Parker Lovein, Patrick Weathers, Ramona Tyler, Randall D. Cunningham, Rowan Joseph, Sara Kenley, Sarah Baker, Scott A. Martin, Taryn Terrell, Terrence Parks, Thomas Middleditch, Timothy Hinrichs, Trey Burvant, Will Ferrell, Zach Galifianakis

  • Crítica

    17/10/2012 18h00

    Por Daniel Reininger

    Com as eleições para prefeito rolando no Brasil e a disputa pela presidência esquentando nos Estados Unidos, parecia não haver momento melhor para uma sátira política, certo? Sem dúvidas, mas não será Os Candidatos a cumprir esse papel, apesar das aparências. O longa não passa de uma comédia padrão que se esforça para arrancar risadas a todo custo da plateia. O que não é problema para a dupla de protagonistas: Will Ferrell e Zach Galifianakis.

    Ao contrário de O Ditador, que usa a comédia para frisar uma mensagem política, Os Candidatos procura desviar a atenção do espectador da falta dela, sempre nos fazendo lembrar que existe um lado “bom” em cada concorrente e batendo na tecla da comédia pastelão. Não aspira a ser inteligente nem sofisticado, o que fica claro desde o começo.

    Na trama, o congressista republicano Cam Brady (Will Ferrell) espera vencer com facilidade mais uma eleição na Carolina do Norte, afinal, é o único candidato. Só que as coisas se complicam quando ele deixa uma mensagem para sua amante, por engano, na secretária eletrônica de uma pacata família, iniciando um escândalo sexual. É nesse momento que dois inescrupulosos empresários, que querem vender parte do Estado aos Chineses, decidem apoiar um novo concorrente, o atrapalhado Marty Huggins (Zach Galifianakis), que faz de tudo para agradar seu influente pai.

    Os clichês básicos estão presentes a começar pelos protagonistas. Ferrell é o candidato imoral que não se importa realmente com o que faz, mas no fundo tem um bom coração. Já Galifianakis é o homem de família ingênuo e com jeitão esquisito que acaba seduzido pelo poder, fama e vontade de vencer. Certeza que você já viu esses tipos antes e sabe onde essa história vai parar.

    Com narrativa boba e frenética, o filme não encontra base cômica sólida para se apoiar e só funciona quando aproveita o talento de Galifianakis e Ferrell para a comédia física e improvisação. Isso é suficiente para fazer o espectador cair na gargalhada com algumas cenas absurdas, como quando Ferrell soca um bebê ao tentar acertar seu rival. No entanto, nem adianta procurar por inovação aqui.

    A direção preguiçosa de Jay Roach reutiliza com pouca eficiência truques de seu (ótimo) Entrando Numa Fria, o que deixa o filme cansativo. Além disso, é sempre muito fácil prever o que vai acontecer, como na cena do anúncio do vencedor da eleição, cuja única surpresa fica por conta de um dos candidatos acabar de calças arriadas em meio à festa – desnecessário e, se for pensar, nem é tão surpreendente assim.

    As piadas com cunho sexual também estão presentes e não ajudam em nada a trama. Pelo menos aqui as famigeradas piadas com flatulências e fluídos corporais - fixação de alguns roteiristas de humor americanos - ficaram de fora. Ainda assim, a produção combina perfeitamente com o slogan da campanha de Marty: “É uma bagunça” – porque é mesmo.

    Os Candidatos poderia ter sido uma boa sátira se não usasse a política apenas como pano de fundo para apresentar situações grotescas e exageradas. Boa pedida apenas para quem quer somente desligar o cérebro e rir dos dois bons comediantes metidos em situações embaraçosas. E só.

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