Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário

OS CAVALEIROS DO ZODÍACO: A LENDA DO SANTUÁRIO

(Saint Seiya: Legend of Sanctuary)

2014 , 98 MIN.

10 anos

Gênero: Animação

Estréia: 11/09/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Keichi Sato

    Equipe técnica

    Roteiro: Chihiro Suzuki

    Produção: Masami Kurumada, Yosuke Asama

    Estúdio: Toei Animation Company

    Distribuidora: Diamond Films

    Elenco

    Kaito Ishikawa, Kenji Akabane, Kenji Nojima, Kôichi Yamadera, Nobuhiko Okamoto

  • Crítica

    09/09/2014 15h06

    Por Daniel Reininger

    Cavaleiros do Zodíaco foi a primeira grande animação japonesa a fazer sucesso no Brasil e não é a toa que, até hoje, ganha novos mangás, séries para televisão, jogos de videogame e diversos itens colecionáveis. Apesar da longevidade, a saga mantém praticamente os mesmos fãs há quase 20 anos, por isso a Toei Animation decidiu que era hora de conquistar novos públicos com o lançamento de A Lenda do Santuário. O problema é que, para isso, os aficionados mais antigos ficaram em segundo plano, embora o discurso oficial tente nos convencer do contrário.

    Não que não seja divertido ver Seiya e seus amigos lutando contra os quase indestrutíveis cavaleiros de ouro na batalha das 12 casas, mas as mudanças deixam o longa muito distante daquilo que os fãs mais antigos desejariam ver. A principal mudança é no tom da história. Muito mais leve e bem-humorada, perde o senso dramático da série original e personagens que deveriam ser intensos ficam sem sua principal característica. Pior quando inimigos cruéis, como Máscara da Morte, se tornam galhofa.

    Como a ideia é exatamente conquistar novos públicos, esse aspecto não pode ser considerado um ponto necessariamente negativo, mesmo que atrapalhe a diversão dos fãs mais antigos. Problemas estão de fato no roteiro raso. Diálogos desnecessários e forçados, erros de continuidade e clichês atrapalham a adaptação. Para piorar, o longa tentar ser o mais didático possível, exagerando na exposição para tentar deixar as coisas claras aos mais jovens, enquanto a história, em si, sempre parece ficar de lado, simples desculpa para justificar a próxima batalha.

    Além disso, a narrativa foi construída de tal forma que não existe mais o senso de urgência, tão importante para a trama. Quem se lembra, sabe que não basta os cavaleiros de bronze terem que passar pelos cavaleiros de ouro, eles têm apenas 12 horas para chegar ao templo de Athena, passando por cada um dos signos do zodíaco, para salvar a vida da deusa e a paz na Terra. Sem isso, até mesmo as motivações dos personagens deixam de ser claras.

    Visualmente o longa é interessante, mas o CGI, apesar de bem feito, parece datado. A trilha sonora não possui uma música marcante como foi o tema de abertura Pegasus Fantasy e passa batida. Em compensação, o filme trabalha bem com diversos planos de câmera e as lutas são muito bem coreografada e cheias de efeitos de luz, a ponto de fazer os espectadores, ao menos momentaneamente, esquecerem dos problemas do longa.

    Outro ponto positivo é a dublagem. Bem feita, conta com a maioria das vozes originais do anime, o que facilita a identificação dos personagens pelo público mais antigo ou qualquer um que já ouviu o grito "Meteoro de Pégaso" na vida. Importante também para garantir que os personagens sejam interpretados por pessoas que os conhecem bem, fato que deixa as coisas mais naturais possíveis - apesar do roteiro nem sempre ajudar nesse aspecto.

    Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário se esforça para renovar a série e, de fato, consegue ser atrativo para crianças menores. Aos pais, sobra rir dos momentos em que o filme não se leva a sério e curtir as lutas. Já para os fãs antigos, o jeito é se contentar em rever os amados personagens nas telonas, mesmo que um tanto diferentes das versões originais, e aproveitar a nostalgia para chegar em casa e reassistir a versão / temporada preferida do anime e se empolgar com Cóleras do Dragão e Meteoros de Pégaso na telinha.

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