OS DELÍRIOS DE CONSUMO DE BECKY BLOOM

OS DELÍRIOS DE CONSUMO DE BECKY BLOOM

(Confessions of a Shopaholic)

2009 , 104 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 09/04/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • P. J. Hogan

    Equipe técnica

    Roteiro: Kayla Alpert, Tim Firth, Tracey Jackson

    Produção: Jerry Bruckheimer

    Fotografia: Jo Willems

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Touchstone Pictures

    Elenco

    Hugh Dancy, Isla Fisher, Joan Cusack, John Goodman, John Lithgow, Kristin Scott Thomas, Krysten Ritter

  • Crítica

    09/04/2009 00h00

    Embora Os Delírios de Consumo de Becky Bloom se refira à personagem como Becky Bloom, a protagonista da comédia não chega a ser chamada desta forma no filme, somente como Rebecca Bloomwood. O nome do longa-metragem no mercado brasileiro é o mesmo do livro no qual é baseado, escrito por Sophie Kinsella, uma espécie de O Diário de Bridget Jones com uma personagem norte-americana - e os problemas típicos de uma mulher que vive na sociedade consumista do país.

    Rebecca Bloomwood (Isla Fisher) é uma jovem jornalista que não consegue se controlar no quesito compras. Os sete cartões de crédito não são suficientes para que ela compre as roupas que quer. Seu quarto é como um provador de loja, repleto de peças, sapatos e afins espalhados, e ela não se cansa de comprar mais. Mas Rebecca não é rica, pelo contrário. Tanto que suas dívidas já catem a casa dos US$ 16 mil. E ela acaba de ser demitida. Ironicamente, Rebecca consegue um emprego numa revista de finanças, trabalhando ao lado do editor Luke Brandon (Hugh Dancy). Com sua visão particular em relação ao dinheiro, ela acaba fazendo sucesso junto aos leitores da revista onde trabalha, sendo capaz de dar cores ao acinzentado mundo das finanças, tornando o assunto palatável a mulheres que, como ela, são incapazes de lidar com dinheiro.

    Embora exageradamente caricatural, o retrato construído por Isla Fisher para personificar a personagem criada por Sophie Kinsella para a literatura é cativante o suficiente para envolver o espectador. Ou melhor, a espectadora, principalmente, uma vez que Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é um filme que funciona principalmente junto ao público feminino. Aliás, a direção é do australiano P.J. Hogan, que parece entender bem o universo feminino depois de fazer longas como O Casamento de Muriel e O Casamento do Meu Melhor Amigo.

    Deveras histérica e completamente descontrolada com seus cartões de crédito, Rebecca chega a ser irreal por conta do exagero do filme ao retratar o universo dessas pessoas viciadas em comprar. Aliás, o vício faz mais sentido quando observamos o conceito dentro de uma sociedade tão consumista como a norte-americana. Numa cidade como Nova York, não é tão absurdo uma pessoa como Rebecca, que anda pelas vitrines interagindo com os manequins. A forma como ela é construída por Isla faz toda a diferença para que ocorra uma identificação, mesmo que você não tenha mais de um cartão de crédito na carteira.

    Ao mesmo tempo, o filme acaba pregando por um consumo consciente, o desapego material. O que pode soar irônico, já que foca uma personagem extremamente consumista. Mesmo assim, o filme também mostra os muitos lados negativos do consumo desenfreado, o que dialoga diretamente com a crise financeira que o planeta enfrenta no momento.

    Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é baseado nos livros de Sophie - especificamente Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e Delírios de Consumo na 5ª Avenida -, mas não é completamente dependente deles. Embora tenha situações parecidas e personagens construídos tendo como base as obras literárias, o roteiro acaba caminhando de forma independente por conta das novas situações criadas para a personagem. De qualquer forma, para quem já conhece a personagem da literatura, o curioso é observar como Isla personifica tão bem a essência da Becky Bloom dos livros.

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