OS FALSÁRIOS

OS FALSÁRIOS

(The Counterfeiters)

2007 , 98 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 29/05/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stefan Ruzowitzky

    Equipe técnica

    Roteiro: Stefan Ruzowitzky

    Produção: Babette Schröder, Josef Aichholzer, Nina Bohlmann

    Fotografia: Benedict Neuenfels

    Trilha Sonora: Marius Ruhland

    Elenco

    August Diehl, August Zirner, Devid Striesow, Karl Markovics, Martin Brambach, Sebastian Urzendowsky, Veit Stübner

  • Crítica

    03/06/2009 17h58

    A Segunda Guerra Mundial, em especial o regime nazista e a perseguição aos judeus nesse terrível período da história mundial, rende a cada ano inúmeras obras cinematográficas. Os Falsários, co-produção entre Áustria e Alemanha, é uma delas e acaba ganhando maior destaque por ter sido escolhida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood como o Melhor Filme Estrangeiro de 2007 – o primeiro filme austríaco a ganhar o prêmio.

    Nada mais natural. A indústria cinematográfica norte-americana é formada por muitos membros de origem judaica e histórias como estas sempre seduziram Hollywood e, consequentemente, o grupo que entrega o Oscar. Eis que, mais de dois anos depois de receber a homenagem, o drama baseado em história real finalmente chega aos cinemas brasileiros.

    Os Falsários conta a verdadeira história de Salomon Sorowitsch (interpretado por Karl Markovics), um judeu de origem russa que, antes de ser preso por nazistas alemães, vive de falsificar notas e documentos, atividade que lhe confere certo status social e a possibilidade de alguns excessos. Preso pela atividade ilegal, é levado ao campo de concentração de Sachsenhausen em 1944, onde os presos são divididos. Um grupo é incumbido da tarefa de falsificar libras esterlinas e dólares a fim de destruir a economia dos rivais ingleses e norte-americanos na Segunda Guerra Mundial, além de encher os cofres alemães, que se encontravam vazios. A operação colocou mais de £ 130 milhões no mercado.

    O filme mostra como esse grupo de falsários encontra na atividade ilegal uma forma de sobreviver aos horrores de um campo de concentração. Com direito até a mesa de pingue-pongue, eles são os “astros”, digamos, dos prisioneiros no local – conhecido como a “Gaiola Dourada” -, uma vez que desempenham papel essencial na estratégia nazista. Obviamente, questões morais são colocadas em questão: como ajudar um regime que destrói suas próprias famílias? Enquanto o protagonista não parece ter muito problema com isso – já que ele já era falsificador de notas e já não tem mais família no momento em que e capturado -, outros colegas de confinamento levantam a questão, como seu amigo comunista Adolf Burger (August Diehl), que teme pela vida da mulher, presa em outro campo, sem as mesmas regalias compartilhadas por ele e seu grupo. Sentimentos como medo, culpa e principalmente a incerteza em relação ao futuro acompanham os personagens nesta trama que, evidentemente, de bonita não tem nada.

    O grande atrativo em Os Falsários é o inusitado da situação. Baseado no livro escrito pelo Adolf Burger real, o filme reconstrói com capricho na direção de arte os acontecimentos na “Gaiola Dourada”, ao mesmo tempo em que se exime de julgamentos morais. O protagonista não chega a ser um herói, pelo contrário, mas mesmo assim é quem conduz a narrativa, mostrando que a pureza de alma e outros valores idealizados não existem por completo numa situação como a qual os personagens do longa passam. Trata-se de um recorte interessante, no mínimo, desse tão retratado período da História.

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