PôsterFF - Os Incríveis 2

OS INCRÍVEIS 2

(The Incredibles 2)

2018 , 118 MIN.

10 anos

Gênero: Animação

Estréia: 28/06/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brad Bird

    Equipe técnica

    Roteiro: Brad Bird

    Produção: John Walker, Nicole Paradis Grindle

    Fotografia: Erik Smitt, Mahyar Abousaeedi

    Trilha Sonora: Michael Giacchino

    Estúdio: Pixar Animation Studios, Walt Disney Pictures

    Montador: Stephen Schaffer

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Bob Odenkirk, Brad Bird, Catherine Keener, Craig T. Nelson, Holly Hunter, Huck Milner, Isabella Rossellini, John Ratzenberger, Jonathan Banks, Kimberly Adair Clark, Samuel L. Jackson, Sarah Vowell, Sophia Bush

  • Crítica

    22/06/2018 13h30

    Por Daniel Reininger

    Há 14 anos, a heroica família Pêra se unia contra o mal em um filme que marcou uma geração. Agora, temos uma sequência capaz de superar o excelente original em diversos pontos e isso não é pouca coisa. Pois é, amigos, Os Incríveis 2 volta a equilibrar bem a dinâmica familiar e questões emocionais com as aventuras típicas de super-heróis. Sem falar que ainda introduz novos temas, como a discussão de gênero. Mais importante de tudo, o filme tem carisma e muito coração.

    Brad Bird (Os Incríveis) teve a ótima ideia de não apenas continuar a dinâmica do primeiro filme, mas sim inverter os papéis.  Anteriormente, a trama se concentrava no desejo de Roberto voltar à glória como Sr. Incrível, após a proibição de super-heróis, agora é a vez de Helena assumir essa missão.

    O longa começa imediatamente de onde o primeiro parou, com uma batalha contra o Escavador, que aterroriza os cidadãos no final do longa anterior. Mas a batalha arrasa a cidade e a luta pelo retorno dos heróis volta à estaca zero. É aí que aparece Winston Deavor, magnata que quer trazer os super-heróis de volta com a ajuda da tecnologia criada por sua irmã, a genial Evelyn, que permite ao público acompanhar todos os movimentos da Mulher-Elástico.

    A interessante discussão de gênero dentro da família Pêra também aparece entre os Deavors. Evelyn parece contente em viver à sombra do irmão, mas Helena a encoraja a abraçar seu brilhantismo e seguir seu próprio caminho. Enquanto Mulher-Elástico está vivendo algo que Roberto viveu no primeiro longa, o Sr. Incrível tem bastante espaço para aparecer, mas dessa vez, em casa, garantindo alguns dos momentos mais divertidos da animação.

    Mesmo com tantos filmes de super-heróis lançados nos últimos anos, Os Incríveis 2 não cai na mesmice e foca temas como paternidade e família sem deixar a temática dos heróis de lado. Mas sim, as missões da Mulher-Elástico são muito divertidas e, quando todos os heróis se juntam, a coisa fica ainda melhor e só nos faz refletir ainda mais como a Warner conseguiu não empolgar com Liga Da Justiça, já que a Pixar e a Marvel têm repetido o sucesso de filmes de times de heróis em qualquer formato e com quaisquer personagens. Enfim, esse é assunto para outra hora.

    Falando da parte técnica, fica claro que os 14 anos entre o original e a sequência fizeram muito bem, afinal a animação parece mais realista, sem perder o charme estilizado do clássico de 2004. É simplesmente lindo de assistir e a trilha é ótima.

    Essa aventura é uma das melhores animações já feitas e, com certeza, um dos melhores filmes de super-heróis. Capaz de se distanciar do original, sem perder sua essência, o longa foca o ponto mais importante: a família Pêra e a capacidade desses personagens trabalharem juntos diante de situações impossíveis, nem que a emergência seja lidar com um bebê com diversos poderes absurdamente fortes.

    Um dos aspectos mais importantes da sequência é sua capacidade de expandir o universo, sem perder o foco na história e em seus personagens. Temos novos personagens, que oferecem uma visão melhor de como os heróis vivem durante a proibição, entendemos melhor como o público e governo lidam com essas questões, tudo de forma sutil e bem trabalhada.

    É clichê demais dizer que Os Incríveis 2 é incrível, mas terminar essa crítica sem essa frase seria um desperdício, afinal, o longa merece muito esse elogio.



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