OS NOMES DO AMOR

OS NOMES DO AMOR

(Le Nom Des Gens)

2010 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 02/12/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michel Leclerc

    Equipe técnica

    Roteiro: Baya Kasmi, Michel Leclerc

    Produção: Antoine Rein, Caroline Adrian, Fabrice Goldstein

    Fotografia: Vincent Mathias

    Trilha Sonora: David Euverte, Jérôme Bensoussan

    Estúdio: Delante Films, Karé Productions, TF1 Films Production

    Distribuidora: Vinny Filmes

    Elenco

    Adrien Stoclet, Agathe Dronne, Alain Bédout, Alain Buron, Amedi Doucouré, AmilKorichi, Andrée Barre, Antoine Michel, Arafat Sadallah, Brigitte Allal, Camille Chalons, Camille Gigot, Carole Franck, Catherine Giron, Christian Dabady, Christine Kay, Cristina Palma De Figueiredo, Cyril Passadori, Cyrille Andrieu-Lacu, Daniel Bilong, Dephine Baril, El Hadj Andiang, Estelle Sayada, Fouzia Lyamini, Georges Benoît, GigiLedron, Gilles-Vincent Kapps, Guillaume Toucas, Husky Kihal, Jacqueline Galas, Jacques Boudet, Jacques Gamblin, Jean-Gabriel Bernhard, Jean-Pierre Durand, Joo Moon, Joséphine Roplon, Karim Leklou, Khedidja Bourcart, Lana Crabol, Laura Genovino, Laurent Salsac, Layla Metssitane, Lionel Girard, Lionel Jospin, Lydie Muller, Marc Freslon, Matteo Capelli, Michèle Moretti, Michèle Sinapi, Mohamed Sallaye, Mohy Idine Loukili, Mourad Zamouri, Nabil Massad, Nanou Garcia, Nassim Kadi, Nassim Sadi-Oufella, Pascal Hintablian, Régis Romele, Roger Maxime, Rose Marit, Salim Torki, Samir Korchi, Sandrine Houlet, Sara Forestier, Senhadja Akhroul, Sihame Sani, Sofiane Bounfour, Stéphanie Daniel, Sylvie Neyraut, Tewfik Allal, Thierry Dauplais, Thierry Guerrier, Yann Goven, Youari Kime, Zakariya Gouram, Zinedine Soualem

  • Crítica

    30/11/2011 17h00

    Não é exatamente nova a temática de se fazer uma comédia romântica sobre dois personagens que são diametralmente opostos um do outro. Porém, Os Nomes do Amor parte deste pressuposto para fazer um filme muito acima do que nos acostumamos a ver neste gênero. Com direito a uma fortíssima dose de crítica social e um baita esculacho no racismo e na intolerância.

    Os protagonistas são a bela e jovem Bahia (Sara Forestier) e o quarentão Arthur (Jacques Gamblin). Ela, ativista, esquerdista, pacifista, ambientalista e de origem árabes. Ele, um biólogo sério, conservador, que se julga um autêntico representante da cultura francesa. Ou não? O fato é que ambos se apaixonam, por mais que Arthur estranhe a bizarra estratégia política de Bahia: ela faz sexo com todos os simpatizantes da direita que conhece, na intenção de “convertê-los” ao liberalismo.

    O ponto forte do filme é o seu roteiro, escrito a quatro mãos por Baya Kasmi, estreante em longas, e por Michel Leclerc, também diretor do filme. Eles são casados na vida real, o que certamente contribuiu para a picardia dos excelentes diálogos. Com muito humor, o filme escancara o quanto são vazias e sem sentido as armadilhas preconceituosas em que a maior parte da população se mete, quando o assunto é o relacionamento humano. Amoroso ou não. Sarcasticamente, Os Nomes do Amor desconstrói tabus culturais intolerantes que costumam reger o mundo, expondo o ridículo dos falsos rótulos aos quais tão fragilmente nos apegamos. O que difere, afinal, tão radicalmente, um árabe de um judeu? Um branco de um negro? Ou um fascista de um comunista, se é que eles ainda existem. Quantos anos de nossas vidas pessoais e séculos das vidas sociais são desperdiçados sob estas máscaras tão inconsistentes?

    Mas não espere discursos políticos ou sociais. Os Nomes do Amor aborda todos estes temas – e vários outros – sem perder a leveza e a ironia, jamais.

    Além do César de roteiro, o filme também rendeu para Sara Forestier o troféu de Melhor Atriz.


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