OS QUERIDINHOS DA AMÉRICA

OS QUERIDINHOS DA AMÉRICA

(America's Sweethearts)

2001 , 102 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Joe Roth

    Equipe técnica

    Roteiro: Billy Crystal, Peter Tolan

    Produção: Billy Crystal, Donna Roth, Susan Arnold

    Fotografia: Phedon Papamichael

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Columbia, Revolution Studios

    Distribuidora: Columbia Tristar Home Video

    Elenco

    Alan Arkin, Billy Crystal, Catherine Zeta-Jones, Christopher Walken, Hank Azaria, John Cusack, Julia Roberts, Seth Green, Stanley Tucci

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    É o segundo caso de flagrante desperdício de elenco em menos de um mês: depois da comédia Ricos, Bonitos e Infiéis detonar com astros de porte como Warren Batty, Andie McDowell e Goldie Hawn, agora é a vez de Os Queridinhos da América colocar grandes talentos hollywoodianos numa situação pra lá de constrangedora: Catherine Zeta-Jones, John Cusack, Billy Crystal e ninguém menos que a própria Julia Roberts parecem cachorros caindo de caminhões de mudança neste filme de roteiro infeliz e direção desastrada.

    A idéia de Billy Crystal – autor do argumento e também um dos produtores do filme – era fazer uma crítica ao próprio mundo do cinema. A princípio, a intenção era produzir uma comédia romântica de baixo custo, mas quando Julia Roberts se engajou no projeto, as pretensões (e o orçamento) aumentaram consideravelmente. A trama fala de um profissional de relações públicas (o próprio Crystal) incumbido de viabilizar o impossível: reunir numa mesma entrevista coletiva a estrela Gwen (Zeta-Jones) e seu marido e parceiro cinematográfico Eddie (John Cusack). O problema é que Gwen e Eddie – que eram conhecidos como Os Queridinhos da América – agora estão irremediavelmente brigados, prestes a iniciar um processo de divórcio. Porém, para que o novo filme do casal seja um sucesso financeiro é preciso que o público pense que eles estão novamente apaixonados. Mais do que nunca, o jogo de aparências deve prevalecer.

    O grande problema é que o argumento, que poderia até ter rendido uma simpática sessão da tarde, foi vítima de um roteiro sem criatividade, fraco de boas idéias e quase totalmente ausente de piadas inteligentes. A direção de Joe Roth (o mesmo de A Vingança dos Nerds 2, quem diria!) é das mais inseguras, sem timming para comédia e sem nenhuma química romântica. O elenco estelar faz o que pode, mas não consegue salvar o filme do desastre.

    Como comédia, Os Queridinhos da América não faz rir. Como romance, não é apaixonante. O que poderia ser pior?

    10 de outubro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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