Pôster do filme Os Sabores do Palácio

OS SABORES DO PALÁCIO

(Les Saveurs du Palais)

2012 , 95 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 23/08/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Christian Vincent

    Equipe técnica

    Roteiro: Christian Vincent, Etienne Comar

    Produção: Etienne Comar, Philippe Rousselet

    Fotografia: Laurent Dailland

    Trilha Sonora: Gabriel Yared

    Estúdio: Armada Films, Ciné+, France 2 Cinéma, France Télévision, La Banque Postale Images 5, TPS Star, Vendôme Production, Wild Bunch

    Montador: Monica Coleman

    Distribuidora: Europa Filmes, Mares Filmes

    Elenco

    Arly Jover, Arthur Dupont, Brice Fournier, Catherine Frot, David Houri, Hervé Pierre, Hippolyte Girardot, Jean d'Ormesson, Jean-Marc Roulot, Joe Sheridan, Laurent Poitrenaux, Louis-Emmanuel Blanc, Philippe Uchan, Roch Leibovici, Thomas Chabrol

  • Crítica

    20/08/2013 18h14

    Um filme francês no estilo sessão da tarde – essa parece ser a melhor síntese para Os Sabores do Palácio. Dirigido por Christian Vincent, o longa não chega a ser cansativo. Você pode passar duas horas entretido com discussões sobre temperos, trufas, patos, talvez ficar indignado com tanta adoração ao Foie Fras... E só.

    A trama verídica mostra o período no qual Hortense Laborie – na vida real, Danièle Mazet-Delpeuch – trabalhou na cozinha particular do Palais de l'Élysée, residência oficial do presidente francês.

    O início se passa na Antártica, anos mais tarde, onde a narrativa volta algumas vezes sem explorar muito esses momentos. Explica-se por meio de conversas como Hortense chegou até ali. Dois jornalistas australianos atrapalhados estão fazendo uma matéria sobre chefs e querem entrevistá-la. Esse não será o único momento clichê, prepare-se.

    A atuação da protagonista Catherine Frot é boa, na medida do que a personagem precisa. Passa naturalidade mesmo em meio a tipos tão caricatos. Quando chega ao Palais de l'Élysée começa a rivalizar com a cozinha central, comandada por um chef no estilo ogro arrogante. Ao lado dela, um jovem confeiteiro e outro empregado do palácio compram a briga. A composição não poderia ser mais previsível.

    Sua relação com o presidente François Mitterrand se dá pelo gosto em comum pela simplicidade em várias questões: entre elas, a culinária. Talvez o mais interessante seja a evidência de protocolos e normas apresentados a Hortense - tão desnecessários que mostram como certas burocracias caminham em sentido oposto à vida.

    Como não poderia faltar em uma comédia, alguns acontecimentos levam à competição entre os personagens e testam suas capacidades, a exemplo do grande jantar para a família do presidente no qual cozinha central e particular dividem o menu principal.

    Com várias receitas e piadas sem muita graça – aliadas a efeitos sonoros tentando trazer alguma empolgação -, Os Sabores do Palácio não acrescenta quase nada em termos históricos ou biográficos. Levar às telas os bastidores burocráticos do Palais de l'Élysée confere pontos ao longa, mas está muito longe de salvá-lo do lugar comum.

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