OS TRÊS MOSQUETEIROS 3D

OS TRÊS MOSQUETEIROS 3D

(The Three Musketeers)

2011 , 110 MIN.

10 anos

Gênero: Aventura

Estréia: 12/10/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paul W. S. Anderson

    Equipe técnica

    Roteiro: Alex Litvak, Andrew Davies

    Produção: Jeremy Bolt, Paul W. S. Anderson, Robert Kulzer

    Fotografia: Glen MacPherson

    Trilha Sonora: Paul Haslinger

    Estúdio: Impact Pictures

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Andy Gathergood, Ben Moor, Carsten Norgaard, Christian Oliver, Christoph Waltz, Dexter Fletcher, Florian Brückner, Freddie Fox, Gabriella Wilde, Gode Benedix, Gudrun Meinke, Hannes Wegener, Helen George, Iain McKee, Isaiah Michalski, James Corden, Jane Perry, Juno Temple, Logan Lerman, Luke Evans, Mads Mikkelsen, Markus Brandl, Matthew MacFadyen, Max Cane, Milla Jovovich, Nina Eichinger, Orlando Bloom, Ray Stevenson, Susanne Wolff, Til Schweiger

  • Crítica

    11/10/2011 15h30

    Para assistir ao novo Os Três Mosqueteiros é preciso desapego. Esqueça a fidelidade ao romance de Alexandre Dumas e ignore as leis da Física e as aulas de História. Assim, quem sabe, seja possível encontrar alguma diversão nessa mais nova adaptação para as telas das aventuras dos habilidosos espadachins Aramis, Porthos, Athos e D'Artagnan.

    Verdade seja dita, ninguém esperava uma versão romântica e poética dos heróis de Dumas vinda de Paul W. S. Anderson (Resident Evil e Alien vs. Predador). A praia de Anderson, como se sabe, são efeitos especiais e ação. Sutileza ao contar uma história tampouco é seu forte. No entanto, mesmo analisando-se o filme como mero entretenimento descerebrado, é explícita sua falta de ritmo.

    Temos uma primeira meia hora até interessante, pois ensaia-se aí uma paródia descompromissada da história original permeada por de cenas de ação. Depois, o corre-corre cessa por um longo período e – como não há uma história que se sustente a ocupar o espaço - fica o vazio de um enredo sem força nas mãos de um diretor inapto. É preciso, então, aguardar até os 20 minutos finais para se ter de volta o melhor que o filme oferece: sequências de ação. E só.

    O miolo traz uma trama envolvendo o roubo de uma joia real que pode mudar os destinos do império francês. Enquanto o jovem D'Artagnan e os mosqueteiros planejam salvar a França do trágico destino que se aproxima, nada de empolgante realmente acontece, a não ser que o espectador com bastante senso de humor divirta-se assistindo Milla Jovovich descendo pela fachada de um castelo ao melhor estilo Tom Cruise em Missão Impossível , ou então eliminando soldados reais em cenas que usam e abusam de slow-motion e efeitos Matrix, o que, convenhamos, não combina com um filme de época.

    O elenco, aparentemente promissor, não engrena. Nem mesmo Christoph Waltz como o Cardeal de Richelieu consegue se destacar, apesar de ter alguns bons momentos. Milla Jovovich é a personagem de Resident Evil em trajes de época. Ray Stevenson, Luke Evans, Matthew Macfadyen, os mosqueteiros, ficam muito longe de criar empatia com o espectador como o trio de O Homem da Máscara de Ferro (Jeremy Irons, John Malkovich e Gérard Depardieu), de 1998. Logan Lerman, o D'Artagnan, funciona apenas como uma figura de identificação para o espectador adolescente e Orlando Bloom faz um duque de Buckingham caricato e sem graça.

    Para não dizer que não falei das flores, visualmente o filme é de encher os olhos. Filmado em Potsdam e em belos castelos e cidades da Baviera, na Alemanha, a produção tem direção de arte caprichada e figurino - concebido pelo designer Pierre-Yves Gayraud - detalhista e de acordo com a proposta do filme.

    Esta versão de Os Três Mosqueteiros não entrará para a história do cinema como a melhor, nem a mais fiel, tampouco a mais divertida ou interessante. Pensada para ser uma trilogia – isso, claro, se conseguir um bom retorno de bilheteria -, é esperar para ver se as coisas melhoram nos próximos capítulos.

    Em tempo: o famigerado 3D não faz a menor diferença, a não ser no preço do ingresso.



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