OS TRÊS ZURETAS

OS TRÊS ZURETAS

(Os Três Zuretas)

2000 , 82 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Cecílio Neto

    Equipe técnica

    Roteiro: A. S. Cecilio Neto

    Produção: A. S. Cecilio Neto, Renato Bulcão

    Fotografia: Aloysio Raulino, Joel Lopes

    Trilha Sonora: Leo Henkin, Oswaldo Sperandio

    Elenco

    Cláudio Marzo, Guto Coelho, Ilana Kaplan, Júlio Torres, Lygia Cortez, Ronaldo França, Walderez de Barros

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quem entende o mercado brasileiro de cinema? Pronto há mais de quatro anos, só agora chega ao nosso circuito a ótima aventura infantil Os Três Zuretas, longa-metragem de estréia de Cecílio Neto (antes ele havia dirigido o episódio Sonhos, do filme Felicidade É...). Em alguns festivais, o filme foi exibido com o título A Reunião dos Demônios, pois a idéia do diretor era mostrar que os garotos “endiabrados” de seu filme eram verdadeiros diabinhos. Felizmente Cecílio concordou, depois de muito relutar, em trocar o nome para Os Três Zuretas. Fez bem. O título anterior certamente atrairia apenas desavisados fãs de terror, o que não é o caso.

    Os Três Zuretas é uma nostálgica e divertida viagem aos anos 60. Ao retratar o dia-a-dia liberto e sem preocupações de um grupo de garotos numa cidade do interior, o filme evoca deliciosas lembranças de um passado bucólico. Um período sem violência, época de brincar descalço, pegar passarinho e rodar pião. Época de pouca televisão e muita imaginação. Mas sem jamais esquecer que as crianças são, sim, cruéis pela própria natureza. Os “demônios” do título que não vingou são Joaquim (Júlio Torres), Zezo (Guto Coelho) e Pelé (Ronaldo França), meninos que começam a acreditar que têm poderes para realizar todos os seus desejos. Com todas as trapalhadas que o assunto proporciona.

    Simples, terno e em muitas cenas até poético, Os Três Zuretas é um programa que pode – e deve – ser curtido por várias gerações. Os pais que levarem os filhos ao cinema certamente vão se recordar dos tempos que, como dizia o poeta, “os anos não trazem mais”. E as crianças vão curtir a alegria, a espontaneidade, o bom humor e – por que não? – a deliciosa perversidade infantil do pequeno trio de atores.

    Uma estréia promissora de um novo cineasta. Tomara que seu próximo filme não fique mais tanto tempo na prateleira.



    13 de dezembro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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