OS VAMPIROS QUE SE MORDAM

OS VAMPIROS QUE SE MORDAM

(Vampires Suck)

2010 , 82 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 01/10/2010

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Jason Friedberg

    Equipe técnica

    Roteiro: Aaron Seltzer, Jason Friedberg

    Produção: Jerry P. Jacobs, Peter Safran

    Fotografia: Shawn Maurer

    Trilha Sonora: Christopher Lennertz

    Estúdio: Regency Enterprises, Road Rebel

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Anneliese van der Pol, Charlie Weber, Chris Riggi, Ken Jeong, Marcelle Baer, Matt Lanter

  • Crítica

    01/10/2010 17h08

    A virada do século começou mais engraçadinha quando Todo Mundo em Pânico, lançado em 2000, foi mostrado para o mundo como um dos longas mais engraçados daquele ano. Na verdade, não me recordo se de fato houve alguma coisa tão chamativa em termos de humor no cinema, naquela época. Mas lembro como a história, dirigida por Keenen Ivory Wayans, me fez dar muitas risadas.

    Tirando sarro de títulos famosos da telona, o longa talvez tenha sido o precursor dos filmes desse gênero. Pois depois dele podemos relacionar muita coisa que deu certo, como as sequências do próprio Todo Mundo em Pânico e Espartalhões, como as que foram para o ralo, como Stan Helsing.

    Antes, os filmes tinham temas variados, mas agora, que estamos na era do vampiro, com todos os longas e livros que se vê por aí, nada mais justo do que criar um filme para aqueles que estão se cansando de ver os sangue-sugas mais famosos da mitologia virarem seres que brilham quando o sol bate.

    Quem torce o nariz para essa nova versão de morto vivo sexy, já deve ter virado a cara para a Saga Crepúsculo, escrita por Stephenie Meyer e adaptada para os cinemas, diversas vezes. Tudo bem que é um romance, mas, a intenção de transformar vampiros inconscientes de qualquer sentido ético em destiladores da boa moral, não convence os mais tradicionalistas.

    Sabendo desse descontentamento, o diretor Jason Friedberg tirou os “presuntos” do caixão de novo e tentou, com Os Vampiros que se Mordam, agradar os ranzinzas de plantão.

    Na história você vê Becca (Jenn Proske), adolescente ansiosa que não é vampira, indecisa entre dois garotos. Antes que consiga escolher, ela precisa lidar com o pai controlador, que a faz passar vergonha, tratando-a como criança. Enquanto isso, os amigos de Becca se veem às voltas com seus dilemas amorosos, e tudo vem à tona na festa de formatura da escola.

    O roteiro assinado pelo próprio Friedberg, em parceria com Aaron Seltzer, mostra exatamente como a história se desenvolve nos filmes originais, mas com um mix entre Crepúsculo e Lua Nova. Ao contrário do que se vê normalmente nesse tipo de trabalho, alguns dos nomes dos personagens originais não foram trocados, como Jacob, por exemplo. E a trilha sonora original também foi preservada, com direito Supermassive Black Hole, da banda Muse, como Eyes on Fire, do grupo Blue Foundation.

    Os atores são convincentes e carismáticos. Inclusive Jenn Proske, que interpreta Becca, consegue ser mais expressiva que a própria Kristen Stewart. O trio amoroso é completado por Matt Lanter e Chris Riggi, que fazem Edward e Jacob, respectivamente, tirando boas risadas com suas interpretações.

    Outro ator do qual não podia deixar de falar aqui é Ken Jeong, de Se Beber, Não Case. Com trejeitos beirando a homossexualidade, ele acaba sempre se destacando pelos trabalhos que faz. Não tem como não reparar nesse cara. Tanto que das vezes que o vi em outros filmes, como Ligeiramente Grávidos, por exemplo, sabia que ele logo seria prata da casa, no quesito comédia.

    A direção de arte de Os Vampiros que Se Mordam também é digna de atenção. Desde os cabelos desgrenhados de Edward até a floresta por onde os personagens percorrem foram bem recriados. Isso faz muita diferença para aqueles que de um jeito ou de outro fazem questão de reparar nos detalhes mais sórdidos.

    Para os cinemas, desde Todo Mundo em Pânico, nenhum outro filme conseguiu parar na telona sem ter competência para isso – na minha opinião. Porém, quando estamos falando de filmes que não devem ser levados a sério, essa preocupação, às vezes, nem ousa existir. Talvez a tiração de sarro vampiresca de Friedberg tenha o mesmo retorno dos trabalhos dos irmãos Wayans, em questão de simpatia.

    Uma dica para quem estiver afim de arriscar o bolso no cinema com Os Vampiros que Se Mordam: Vá munido de bom humor e se entregue de cabeça ao raciocínio leviano e despreocupado do diretor.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus