OS XERETAS

OS XERETAS

(Os Xeretas)

2001 , 90 MIN.

anos

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Ruman

    Equipe técnica

    Roteiro: Cláudio Galperin, Michael Ruman

    Produção: Homero Camargo, Michael Ruman, Roberto D'Ávila

    Fotografia: Cláudio Portiolli

    Trilha Sonora: Brummel Gabriel, Sergio Sá

    Estúdio: Magia Filmes

    Elenco

    Ana Lúcia Torre, Eliana Fonseca, Fábio Henrique, Fábio Lins, Francisco Cuoco, Jéssyka Bueno Barth, José Eduardo Gomes, José Luiz Batistella, Roberto Arduin

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O público adolescente é o mais desprezado pelo cinema brasileiro. Salvo honrosas exceções – casos de O Menino Maluquinho e No Coração dos Deuses –, os produtores nacionais costumam não apostar neste segmento tão importante. Entre os filmes infantis (leia-se Renato Aragão) e os adultos, existe uma enorme cratera de mercado: milhões de adolescentes e pré-adolescentes que não encontram nas telas um produto cinematográfico nacional à altura de suas exigências.

    A aventura Os Xeretas tenta cobrir esta lacuna. Direcionado à faixa entre os 12 e os 17 anos, o filme traz todos aquelas elementos típicos que se supõe que agrade aos adolescentes: portais do tempo, chaves mágicas, passagens secretas, internet, computadores e até uma pitadinha de romance. Tudo se passa numa pequena cidade do interior, onde uma garota misteriosa aparece com uma estranha tatuagem no braço. A turminha formada por Duda (Fabio Lins), Tato (José Eduardo Gomes) e Nick (José Luís Batistella) vai investigar o caso e descobre uma passagem secreta numa mina abandonada. O resto é um caldeirão de referências que vão de Indiana Jones a Bolinha & Luluzinha, passando por antigos seriados do cinema. Não faltam o valentão da escola (o talentoso estreante Fábio Henrique), o vilão inescrupuloso (Francisco Cuoco, quem diria), nem a bruxa boazinha com poderes mágicos (Ana Lúcia Torre).

    A direção e o roteiro são de Michael Ruman, cineasta que obteve boa experiência em filmes juvenis ao trabalhar como montador em No Coração dos Deuses e Castelo Rá-Tim-Bum.

    Os Xeretas pode não contar com a parafernália de produção que a garotada se acostumou a ver no cinema americano, mas mesmo assim é um filme competente, ágil e divertido. Os garotos do elenco – todos estreantes – dão conta do recado e os efeitos especiais, se não são nenhuma maravilha, também não fazem feio. É um filme de “guerrilha” que estréia no País de maneira gradativa, em poucas salas, encarando monstros mercadológicos do naipe de um Pearl Harbor. Um esforço que merece recompensa.

    29 de maio de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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