OUIJA - ORIGEM DO MAL

OUIJA - ORIGEM DO MAL

(Ouija: Origin of Evil)

2016 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 20/10/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mike Flanagan

    Equipe técnica

    Roteiro: Jeff Howard, Mike Flanagan

    Produção: Andrew Form, Bradley Fuller, Brian Goldner, Jason Blum, Michael Bay, Stephen Davis

    Fotografia: Michael Fimognari

    Trilha Sonora: The Newton Brothers

    Estúdio: Allspark Pictures, Blumhouse Productions, Hasbro, Platinum Dunes

    Montador: Mike Flanagan

    Distribuidora: Universal

    Elenco

    Alexis G. Zall, Annalise Basso, Bob Gebert, Chelsea Gonzalez, Doug Jones, Ele Keats, Elizabeth Reaser, Eve Gordon, Gary Patrick Anderson, Halle Charlton, Henry Thomas, Kate Siegel, Lin Shaye, Lincoln Melcher, Lulu Wilson, Nicholas Keenan, Parker Mack, Rebecca Zahler, Sam Anderson

  • Crítica

    19/10/2016 17h03

    Por Daniel Reininger

    Ouija - Origem Do Mal é bem melhor do que o primeiro filme, não que isso seja algo difícil de se conseguir, mas, ao menos, já é uma boa notícia para os amantes do terror. O longa é um prólogo que conta como uma mãe e suas duas filhas mexeram com forças desconhecidas e acabaram pagando o preço por isso.

    Enquanto no primeiro filme um grupo de jovens é assombrado por quebrar as regras do jogo "Não jogar sozinho, não jogar no cemitério e dizer adeus", aqui as coisas acontecem quando uma vidente charlatona resolve usar o tabuleiro como forma de enganar seus clientes, colocando eventos em ação que culminaram nos espíritos do filme original.

    Alice (Elizabeth Reaser) usa suas filhas para tentar ganhar dinheiro e dar conforto a pessoas que sofreram uma perda recente. A família tem problemas financeiros desde que o marido da vidente morreu, então ela procura novas formas de revigorar seu negócio e um tabuleiro de Ouija parece ser a coisa certa a usar. Só que quando a jovem Doris, de nove anos, prova ser capaz de canalizar os mortos, tudo deteriora rapidamente.

    De fato, as coisas pioram para a família e também para o público a partir daí. É irritante a forma como todos em volta de Doris ignoram o fato de ela falar com mortos e mudar completamente de comportamento desde que passou a usar o tabuleiro. Com isso, os clichês se repetem incansavelmente a essas alturas e tudo que já vimos em filmes como Atividade Paranormal se repete na telona. A narrativa se perde também ao utilizar atalhos, como a resolução milagrosa dos problemas financeiros da família.

    Apesar de algumas boas cenas, o longa não é capaz de criar uma atmosfera de tensão, embora a câmera faça um bom trabalho em transformar a casa em um lugar claustrofóbico ao abusar dos closes e ação em espaços apertados. É uma boa técnica, mas não o suficiente para manter o longa interessante do começo ao fim, especialmente no fraco terceiro ato, quando os sustos não empolgam e dependem completamente de barulhos altos e cenas de criaturas horripilantes para tentar tirar alguma reação do público.

    Alguns erros de roteiro e de lógica, como a decisão dos protagonistas de apenas mudar de quarto para confabular contra os fantasmas na esperança de estarem sozinhos, como se a porta fechada os impedisse de ouvi-los, são detalhes que atrapalham, acabam de vez com a tensão e tiram os espectadores do sério, transformando essa obra em mais um filme genérico de possessão sobrenatural.

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