PACTO SECRETO

PACTO SECRETO

(Sorority Row)

2009 , 101 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 25/09/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stewart Hendler

    Equipe técnica

    Roteiro: Josh Stolberg, Pete Goldfinger

    Produção: Darrin Holender, Mike Karz

    Fotografia: Ken Seng

    Trilha Sonora: Lucian Piane

    Estúdio: Karz Entertainment, Summit Entertainment

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Briana Evigan, Jamie Chung, Julian Morris, Leah Pipes, Margo Harshman, Matt O'Leary, Rumer Willis

  • Crítica

    24/09/2009 15h34

    Pacto Secreto parece uma nova versão de Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997), com toques de Lenda Urbana (1998), dois sucessos do terror norte-americano dos anos 90, quando os slasher movies - aqueles com assassinos sanguinários – passaram a ser produzidos novamente por Hollywood depois do seu auge nos anos 80. Mas Pacto Secreto não é refilmagem de um filme da década passada, mas sim da retrasada: é remake de The House on Sorority Row, lançado em 1983 e inédito no mercado brasileiro.

    Na primeira cena, já sabemos mais ou menos o que encontraremos em abundância no filme: belas garotas, com decotes e trajes sumários. Afinal, Pacto Secreto é ambientado na fraternidade de uma universidade norte-americana, terreno de mil fantasias masculinas. É lá onde vivem Cassidy (Briana Evigan), Jessica (Leah Pipes), Claire (Jamie Chung), Ellie (Rumer Willis, filha de Bruce Willis e Demi Moore) e Megan (Audrina Patridge). Depois de uma animada festa, uma brincadeira sem graça acaba com a morte de uma delas. Oito meses depois, na reta final do curso universitário, as “irmãs” tentam lidar com o trauma consequente à morte de uma delas. Mas, assim como em Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado, alguém passa a persegui-las provando que conhece o segredo e está disposto a derrubar alguns litros de sangue para assustá-las.

    Na versão original, a brincadeira é com a guardiã da casa. Se no longa de 83 essa mulher é responsável por infernizar a vida das protagonistas também em vida, em Pacto Secreto ela aparece pouco. A senhora Crenshaw, interpretada por Carrie Fisher - a eterna princesa Leia da série Star Wars - acaba ficando perdida em meio às personagens principais, sendo pouco aproveitada pelo roteiro do estreante em longas Peter Goldfinger e Josh Stolberg (Maldita Sorte). O longa original, portanto, era mais interessante ao ter essa vilã; agora, mal se nota o assassino, a não ser quando ele espalha suas marcas em violentos e criativos assassinatos, conduzidos por uma chave de roda turbinada por lâminas e partes pontiagudas (arma que acaba sendo não tão cômica quando a bengala que a vilã da versão original usa para matar).

    Pacto Secreto não foi feito para os admiradores da cultuada e pouco vista obra original, mas sim para conquistar os espectadores adolescentes e, quem sabe, iniciar uma nova franquia de terror – o final realmente dá a entender que uma continuação pode chegar. Referências aos novos mecanismos de interação social da nova geração – como mensagens de celular e a rede de relacionamentos Facebook - aproximam o terror ao público jovem. A presença de belas e jovens atrizes também pode atrair as platéias menos maduras, mas esqueça se você pretende assistir a um bom e instigante filme de terror.

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