PAI E FILHO

PAI E FILHO

(Otets i Syn)

2003 , 82 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Aleksandr Sokurov

    Equipe técnica

    Roteiro: Sergei Potepalov

    Produção: Igor Kalyonov, Thomas Kufus

    Fotografia: Aleksandr Burov

    Elenco

    Aleksandr Razbash, Aleksei Nejmyshev, Andrei Shchetinin, Fyodor Lavrov, Marina Zasukhina

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O cineasta russo Aleksandr Sokurov não é muito conhecido pelo público brasileiro. Mas, entre o grupo de cinéfilos, é apreciado, especialmente por Arca Russa (2002), que traz 97 minutos em plano-sequência único. Pai e Filho, de 2003, estréia com três anos de atraso nos cinemas brasileiros após ter sido premiado no prestigiado Festival de Cannes. E, se depender deste filme, Sokurov seguirá adorado somente pelos cinéfilos. Isso porque se trata de uma obra cuja beleza é de difícil digestão. Por isso, tende a ser apreciada por poucos.

    Pai e Filho mostra a peculiar a visão do cineasta russo em relação à estreita relação entre um pai (Andrei Shchetinin) e seu filho, Aleksei (Aleksei Nejmyshev). A relação é capaz, até, de arranhar o relacionamento entre o filho e sua namorada (Marina Zasukhina). Mas, na medida em que o filho fica mais velho, evidencia-se o fato que a separação entre os dois é inevitável. E ambos sofrem com isso.

    Os laços de parentesco entre os dois protagonistas tocam o incestuoso de uma forma que não chega a desafiar o espectador, mas pode intrigar. Mesmo assim, não há como negar a beleza presente em Pai e Filho. A fotografia de Aleksandr Burov é capaz de valorizar a direção intimista de Sokurov. O resultado é um filme contemplativo e belíssimo sobre essa relação entre pai e filho que beira o profano.

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