PAIS E FILHAS

PAIS E FILHAS

(Fathers and Daughters)

2015 , 116 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 19/05/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gabriele Muccino

    Equipe técnica

    Roteiro: Brad Desch

    Produção: Craig J. Flores, Nicolas Chartier, Sherryl Clark

    Fotografia: Shane Hurlbut

    Trilha Sonora: Paolo Buonvino

    Estúdio: Andrea Leone Films, Busted Shark Productions

    Montador: Alex Rodríguez

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Aaron Paul, Amanda Seyfried, Brendan Griffin, Bruce Greenwood, Chris Douglass, Diane Kruger, Jake Scheib, Jane Fonda, Janet McTeer, Jenny Vos, Kylie Rogers, Octavia Spencer, Quvenzhané Wallis, Russell Crowe, Ryan Eggold

  • Crítica

    17/05/2016 20h18

    Por Iara Vasconcelos

    É notável que a relação entre pais e filhas é sempre retratada de forma romantizada no cinema. O filme de Gabriele Muccino (À Procura Da Felicidade) não foge à essa regra, apesar da tentativa de inserir desdobramentos mais pesados e reflexivos na trama.

    Um grisalho Russell Crowe aparece na pele de Jake, escritor e ganhador do Pulitzer que passa por um drama e afunda em uma crise financeira e criativa. Após perder sua esposa em um acidente de carro, ele precisa criar sua filha Katie (Kylie Rogers) sozinho e, ao mesmo tempo, lutar contra uma doença que compromete os movimentos de suas mãos e lhe causa fortes convulsões.

    Destinado a dar a volta por cima, o escritor passa noites em claro escrevendo um novo livro. Entretanto, a obra vira um fracasso de crítica e compromete o futuro de sua carreira. Para piorar ainda mais a situação, os ricos tios de Katie o consideram inapto a cuidar da menina e entram com um processo para adotá-la, fazendo com que Jake entre em uma espiral de dívidas para pagar os advogados. Enquanto isso sua doença progride cada vez mais.

    Essa história é contada em paralelo ao futuro, em que Amanda Seyfried vive Katie já adulta. Ela se dedica ao trabalho social, mais precisamente a cuidar de crianças órfãs que sofreram com violência em algum momento de suas vidas. E é nessa ocasião que ela conhece Lucy (Quvenzhané Wallis), uma das meninas do abrigo, que parou de falar após presenciar o assassinato da mãe.

    Ao tratar do caso de Lucy, Katie se depara com os fantasmas de seu passado. Como a trama sugere, ela vive uma vida disfuncional, repleta de affairs e sexo casual, como reflexo da infância traumática. Além do desafio de Lucy, ela se apaixona pela primeira vez.

    Pais E Filhas conta com um elenco competente, entretanto é impossível segurar um filme apenas com este elemento. O enredo excessivamente piegas, regado a uma trilha sonora emotiva, não fazem jus as boas atuações.

    Colocar a vida sexual sexual da protagonista como reflexo de seus problemas de infância também parece questionável. Ainda mais com diálogos sexistas do tipo "homens podem sobreviver sem amor, mas as mulheres não".

    A narrativa consegue manter o equilíbrio e alternar as três situações de forma fluída. Entretanto, a falta de surpresas, ou até do aprofundamento dos fatos retratados, faz tudo parecer superficial demais.  No geral, o filme o é bem construído - tem belos cenários, bom elenco, diálogos precisos, boa montagem - mas não consegue perder a cara de drama de telenovela. E como uma boa produção do gênero, não tem como não ter um final feliz e previsível.

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