PALAVRAS DE AMOR

PALAVRAS DE AMOR

(Bee Season)

2005 , 104 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Siegel, Scott McGehee

    Equipe técnica

    Roteiro: Naomi Foner Gyllenhaal

    Produção: Albert Berger, Ron Yerxa, Winfried Hammacher

    Fotografia: Giles Nuttgens

    Trilha Sonora: Peter Nashel

    Estúdio: Bona Fide Productions, i5 Films

    Elenco

    Flora Cross, Juliette Binoche, Kate Bosworth, Max Minghella, Richard Gere

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Sempre penso que as palavras perdem cada vez mais o significado. Dizer "eu te amo", por exemplo, não significa, necessariamente, que existe amor verdadeiro envolvido. Eu mesma, confesso, já me peguei dizendo coisas que não sinto. No entanto, como jornalista - portanto, uma pessoa que valoriza as palavras tanto lidas quanto escritas -, acredito que a banalização na comunicação é algo irreversível. A existência de um filme como Palavras de Amor faz com que pensemos melhor nessa questão. Afinal, é isso que a produção dirigida por Scott McGehee e David Siegel (Até o Fim) faz: dá valor às palavras perdidas ao vento.

    Os acontecimentos de Palavras de Amor giram em torno da família Naumann. Saul (Richard Gere) é o pai, professor de Hebraico em uma faculdade. Apaixonado pelas palavras, enche-se de orgulho quando a filha de 11 anos, Eliza (Flora Cross), começa a ganhar campeonatos regionais de soletrar palavras - grande tradição na educação norte-americana. De repente, a menina torna-se centro das atenções desta família, também formada pela mãe, Miriam (Juliette Binoche), e o irmão mais velho, Aaron (Max Minghella, filho do diretor Anthony Minghella). Enquanto Eliza chega perto de vencer o campeonato nacional, a dinâmica da família muda.

    De repente, percebe-se que a base família estava estruturada como um castelo de cartas. Essa fragilidade está ligada, principalmente, à fé de cada um. De uma forma bela e delicada, Palavras de Amor mostra como cada um dos membros dessa família encontra uma forma de sentir o amor. Seja nas palavras, na fé, em outra pessoa ou em segredos inconfessáveis, cada um dos Naumann tem uma forma diferente de procurar a paz. A religiosidade permeia o filme de forma sutil, não como uma expressão doutrinadora ou opressiva, mas sim como uma forma de encontrar a paz, de sentir o amor. Com atuações tão contidas quanto cada um dos personagens, a produção aborda a procura de cada personagem de uma forma sensível. A forma como pai e filha procuram o amor e a paz por meio das palavras que lêem ou soletram é belíssima. Passando longe da pieguice, Palavras de Amor é um filme simples, inteligente e tocante.

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