PANAIR DO BRASIL

PANAIR DO BRASIL

(Panair do Brasil)

2007 , 70 MIN.

anos

Gênero: Documentário

Estréia: 07/11/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marco Altberg

    Equipe técnica

    Roteiro: Marco Altberg

    Produção: Maiza Figueira Mello, Marco Altberg

    Fotografia: Tota Paiva

    Trilha Sonora: Tuninho Galante

    Elenco

    Paulo Betti

  • Crítica

    07/11/2008 00h00

    Nem era para ser distribuído nos cinemas, mas a repercussão de Panair do Brasil no Festival do Rio de 2007 foi tão positiva que o documentário conseguiu um bem-vindo espaço no tão competitivo e estreito circuito das salas brasileiras. Quem assistir não vai se arrepender.

    Dirigido pelo carioca Marco Altberg e narrado por Paulo Betti (não, não é pecado mortal narrar documentários, como muitos prefere crer), Panair do Brasil resgata a história da Panair, empresa pioneira na aviação comercial brasileira que as novas gerações desconhecem totalmente. Dos anos 30 até os anos 60, ela se notabilizou pelo glamour, pelo luxo, e por vender a idéia de que voar era um sonho. E, de fato, naquela era pré-barrinhas de cereal, um vôo comercial era efetivamente coisa para poucos. Aos poucos, a empresa foi conquistando linhas e ganhando até mercado internacional, quando sua falência foi inesperadamente decretada pela ditadura militar. Detalhe: ela estava operando com lucro.

    Os motivos políticos desta derrocada são o objeto principal deste documentário, que tenta - por meio de depoimentos e preciosas imagens de arquivo - esclarecer o que de fato aconteceu. Mesmo porque na época, sem liberdade de imprensa, o fato gerou uma surpresa nacional, e nada foi satisfatoriamente esclarecido.

    Depoimentos de Milton Nascimento (autor da famosa música que leva o nome da empresa), de Arthur da Távola, dos herdeiros das famílias donas da empresa - Rocha Miranda e Simonsen - da atriz Norma Bengel, dos comandantes, das comissárias, funcionários e clientes da Panair compõem um painel que busca explicar as raízes da falência forçada.

    Lamentavelmente, porém, o filme deixa muitas pontas soltas. Parece que ainda sobra algum medo no ar, algum receio de tocar mais profundamente no problema, como se os fantasmas da ditadura ainda estivessem assombrando os herdeiros da companhia aérea. Talvez até estejam, o que é uma pena para o documentário que, digamos, quase chega lá.

    Fica a impressão de ter faltado um parágrafo, um epílogo, um último rolinho de filme com a explicação final que todos gostariam de ver mais explicitada. A ditadura militar brasileira pode ter terminado, mas parece que suas sombras ainda permanecem atuantes.

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