PARAÍSO

PARAÍSO

(Heaven)

2002 , 96 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tom Tykwer

    Equipe técnica

    Roteiro: Krzysztof Kieslowski, Krzysztof Piesiewicz

    Produção: Tom Tykwer

    Fotografia: Frank Griebe

    Trilha Sonora: Arvo Pärt, Marius Ruhland, Tom Tykwer

    Estúdio: Miramax Films

    Elenco

    Alessandro Sperduti, Cate Blanchett, Giovanni Ribisi, James Lloyd, Max Giusti, Remo Girone, Stefano Santospago

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Turim, Itália. Em clima de grande suspense, a professora Philippa (Cate Blanchett) põe uma bomba no escritório de um executivo. Sem sequer esperar pelo resultado de seu ato, ela imediatamente liga para a polícia e assume a autoria do atentado, informando seu nome completo. Porém, a bomba acaba caindo em mãos erradas e mata pessoas inocentes. Philippa é presa como terrorista. Tem início um longo interrogatório com desdobramentos e conseqüências imprevisíveis.

    Paraíso é o primeiro longa-metragem de uma trilogia (Paraíso, Purgatório, Inferno) que o famoso cineasta polonês Krzysztof Kieslowski (o mesmo da trilogia das cores da bandeira francesa) deixou roteirizada antes de sua morte. A Miramax comprou os direitos dos roteiros e produzirá cada filme com um diretor diferente, começando por Tom Twyker, de Corra, Lola, Corra. E Twyker honra a memória de Kieslowski, dirigindo um filme intrigante, de excelente qualidade narrativa.

    Deixando de lado o ritmo frenético de Corra Lola..., o cineasta alemão realiza em Paraíso uma viagem introspectiva pelos meandros do amor incondicional. No melhor estilo europeu, não há a necessidade de explicar tudo o que acontece na ação, nem todas as motivações dos personagens. A paixão perigosa - meio bandida, meio revolucionária –, estranhamente nascida entre Phillipa e Filippo (Giovanni Ribisi), dispensa especificações redundantes e dá espaço a um show visual proporcionado por Twyker. O diretor explora os mais diversos ângulos de câmera, monta as seqüências com boas doses de suspense e extrai da ótima Cate Blanchett mais um excelente desempenho. Com poesia, propõe entre Phillipa e Filippo uma espécie de Adão e Eva, em que um pecado original e até certo ponto imaginário precisa ser punido com o rigor da lei.

    Paraíso é um filme que Kieslowski assinaria.

    31 de outubro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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