Pôster de Conexão Perigosa

CONEXÃO PERIGOSA

(Paranoia)

2012 , 106 MIN.

12 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 18/10/2013

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Luketic

    Equipe técnica

    Roteiro: Barry Levy, Jason Dean Hall

    Produção: Alexandra Milchan, Scott Lambert

    Fotografia: David Tattersall

    Trilha Sonora: Junkie XL

    Estúdio: Demarest Films, EMJAG Productions, Gaumont, IM Global, Kintop Pictures, Reliance Entertainment

    Montador: Dany Cooper

    Distribuidora: Diamond Films

    Elenco

    Amber Heard, Angela Sarafyan, Charlie Hofheimer, Christine Marzano, Embeth Davidtz, Gary Oldman, Harrison Ford, Josh Holloway, Julian McMahon, Kevin Kilner, Liam Hemsworth, Lucas Till, Mark Moses, Richard Dreyfuss, William Peltz

  • Crítica

    18/10/2013 14h00

    Na saída da sessão de imprensa de Conexão Perigosa um colega de trabalho fez o seguinte comentário: "Esse filme, para ser mais bobo, só precisava de uma cena de casamento no final". Discordo. Um romântico "pode beijar a noiva" encerrando a série de desacertos da trama talvez amenizasse o desconforto de ter visto um filme pontuado de falta de lógica, excesso de improbabilidades e carência de emoção.

    O personagem central chama-se Adam Cassidy (Liam Hemsworth), jovem ambicioso que trabalha numa grande empresa de telefonia celular. Ele é filho de uma típica família classe média; seu pai (Richard Dreyfuss) - que trabalhou a vida toda como segurança – está morrendo de enfisema e não tem dinheiro para custear o tratamento médico. Os roteiristas Barry Levy e Jason Dean Hall justificam nesse preâmbulo as atitudes que o protagonista vai tomar a seguir.

    Atrás do sonho de ser bem-sucedido, Adam faz a apresentação de um projeto para o todo-poderoso e arrogante Nicolas Wyatt (Gary Oldman), CEO e dono da empresa. Wyatt acha a ideia uma bobagem e, além de ignorá-la, põe Adam e seus companheiros de empreitada no olho da rua. Isso já não faz muito sentido, mas o que vem a seguir faz menos ainda. Chateado e de posse de um cartão corporativo da empresa, Adam resolve levar os colegas de trabalho para farrear numa boate de luxo.

    Ainda de ressaca, é abordado no dia seguinte por uns capangas que o levam à presença do ex-chefe. Este, apesar de ser presidente de uma grande corporação e, em tese, ter mais o que fazer, já sabe que o subalterno de último escalão gastou US$ 16 mil dólares numa balada. Se isso já seria suficientemente pouco provável, menos ainda é a decisão de contratar o garoto como espião industrial para tentar descobrir os segredos do revolucionário celular prestes a ser lançado por Jock Goddard (Harisson Ford), seu principal concorrente.

    O velho adágio que diz: "o que começa mal vai acabar mal" vai tomando força daí em diante. Adam começa a usufruir de tudo que sempre sonhou: dinheiro, carrões, sucesso e mulheres, apesar de se mostrar um exímio incompetente como espião. Sua missão é se aproximar de Goddard, o que consegue com suspeitíssima rapidez, e conseguir roubar o projeto do tal supercelular. Se tiver êxito tem a promessa de não ser processado pelo roubo dos US$ 16 mil e ainda conseguir recuperar os empregos dos colegas demitidos.

    O que segue é previsível e nunca soa verdadeiramente perigoso como anuncia o título do filme. Falta suspense, tensão e emoção reais ao longa de Robert Luketic (de Legalmente Loira). Um casamento ao final talvez viesse a calhar. Ao menos teríamos algum sentimento válido no filme.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus