PARANÓIA AMERICANA

PARANÓIA AMERICANA

(Civic Duty)

2006 , 98 MIN.

Gênero: Suspense

Estréia: 12/09/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jeff Renfroe

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrew Joiner

    Produção: Andrew Joiner, Andrew Lanter, Kim Roberts, Peter Krause, Tina Pehme

    Fotografia: Dylan MacLeod

    Trilha Sonora: Eli Krantzberg, Terry Huud

    Elenco

    Agam Darshi, Allan Duncan, Benita Ha, Brenda Crichlow, Bruno Verdoni, Ian Tracey, Jessica Wachsman, Kari Matchett, Khaled Abol Naga, Laurie Murdoch, Mark Brandon, Mark Docherty, Michael Roberds, Michael St. John Smith, P. Lynn Johnson, Peter Krause, Richard Schiff, Val Cole, Vanesa Tomasino

  • Crítica

    12/09/2008 00h00

    Paranóia Americana é diretamente inspirado pela situação psicológica dos cidadãos norte-americanos depois dos atentados terroristas que derrubaram o World Trade Center em 2001. O personagem Terry Allen (vivido por Peter Krause, da excelente série de TV A Sete Palmos) é quem conduz o espectador na crescente tensão que se forma na história pela inserção do personagem em sua paranóia.

    Tudo começa quando Allen perde seu emprego como contador. Sem ter muito o que fazer durante o dia, passa a observar insistentemente seu novo vizinho, Gabe Hassan (Khaled Abol Naga), um jovem de descendência árabe. O protagonista não somente o observa de longe, a um quintal de distância, mas sua insistência ao acreditar que seu novo vizinho está tramando um atentado terrorista o leva ao nível da loucura.

    Bombardeado pela mídia - fator bastante sublinhado (até demais, aliás) no desenvolvimento do longa -, o protagonista entra numa espiral de loucura assustadora contra seu vizinho. Se assemelhando com O Suspeito da Rua Arlington (1999), Paranóia Americana traz atuação convincente de Peter Krause e uma direção que valoriza closes e detalhes das imagens. Neste sentido, tem cara de independente. No entanto, a trilha sonora insistente e redundante dá cara de suspense barato ao filme.

    O que poderia se tornar uma análise interessante do estado da sociedade norte-americana atual acaba não se concretizando. Ou seja, Paranóia Americana é mais um suspense raso, o desperdício de uma idéia que, se bem realizada, poderia render bons frutos, mas é incapaz de sair da mediocridade.

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