PARATODOS

PARATODOS

(Paratodos)

2016 , 110 MIN.

10 anos

Gênero: Documentário

Estréia: 23/06/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marcelo Mesquita

    Equipe técnica

    Roteiro: Peppe Siffredi

    Produção: Mariana Moroni, Mariana Ricciardi, Marilia Pellicciari, Mila Perle, Raphael Botiino

    Fotografia: Alexandre Viana, Pedro Ciampolini

    Trilha Sonora: Fabio Góes

    Estúdio: Barry Films, Sala 12 FIlmes

    Montador: Daniel Grinpum, Felipe Lacerda, Jair Peres, Marcelo Mesquita

    Distribuidora: O2 Play

  • Crítica

    22/06/2016 12h13

    Por Iara Vasconcelos

    Em ano de Olimpíada no Brasil, Paratodos, documentário dirigido por Marcelo Mesquita (A Viagem De Yoani), fala sobre os obstáculos que os atletas paraolímpicos brasileiros enfrentam para atingir o alto nível, manter-se lá e conquistar medalhas. Entretanto, engana-se quem pensa que as dificuldades se restringem às limitações físicas desses esportistas. Problemas como a falta de incentivo financeiro e regras mal formuladas das competições são expostos no filme.

    O longa mostra o cotidiano de treinamento de alguns dos principais nomes do atletismo paraolímpico nacional e faz boa discussão sobre a inclusão de pessoas deficientes na sociedade. Cenas das competições são mescladas com bastidores e depoimentos, divididos por modalidade e representados sempre por um atleta específico, dentre eles Fernando Fernandes (Canoagem), Alan Fonteles (Atletismo), Terezinha Guilhermina (velocista) e Daniel Dias (Natação).

    A principal polêmica acontece durante uma das provas de canoagem. Atletas do mundo todo, dentre eles Fernando, denunciam irregularidades nas classificações, já que alguns dos competidores teriam o movimento parcial das pernas, garantindo vantagens sobre os demais.

    O documentário busca fugir da idealização do esporte paraolímpico ao explorar questões como essas e ao mostrar os sacrifícios dos atletas para manterem-se no físico ideal. Mesmo sem esse tom romantizado, o espectador não deixa de ver os esportistas como os verdadeiros guerreiros que são.

    Os bastidores da seleção de futebol de 5, composta por deficientes visuais, durante o mundial no Japão, é um dos pontos altos de Paratodos. O bom humor dos jogadores e a eletrizante final contra a seleção Argentina faz com que nós vibremos como se o jogo fosse ao vivo.

    Com um retrato sincero e realista, Paratodos foge do tradicional discurso de superação e mostra que o esporte paraolímpico é coisa séria e não deve em nada para a modalidade convencional de esportes.

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