PARKER

PARKER

(Parker)

2012 , 118 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 22/03/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Taylor Hackford

    Equipe técnica

    Roteiro: John J. McLaughlin

    Produção: Jonathan Mitchell, Les Alexander, Sidney Kimmel, Steve Chasman, Taylor Hackford

    Fotografia: J. Michael Muro

    Trilha Sonora: David Buckley

    Estúdio: Alexander/ Mitchell Productions, Anvil Films, Current Entertainment, Incentive Filmed Entertainment, Sidney Kimmel Entertainment, Sierra/ Affinity

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Aaryn Jayden, Adrienne Esteen, Alexandra Cullen, Aly Ginsberg, Alyshia Ochse, Andrea R. Perry, Angela Austin, Avery Edward Landry, Billy Slaughter, Blake French, Brandy Theis, Brian Oerly, Brooke Fry, Bruce Bishop, Carl J. Walker, Carlee Miller, Carlos Carrasco, Carlos Retana Jr., Charleigh Harmon, Chelsi Archambeau, Christian Wells, Christopher Berry, Clifton Collins Jr., Collin Cortez, Daniel Bernhardt, Daniel Vincent, Deanna Sherman, Derek Cecil, Donny Tucker, Eamon Sheehan, Edward Chamblin, Elton LeBlanc, Emily D. Haley, Emma Booth, Faith Archambeau, Gaynelle W. Sloman, Gerard "Jerry" Lewis, Glen Warner, Haylie Creppel, James Carraway, Jami Cullen, Jason Statham, Jeffrey Donnelly, Jennifer Lopez, John Archer Lundgren, John C. Klein, John L. Smith Jr., John Newkirk, John Vanis II, John Wilmot, Jolene Perez, Joseph Velez, Julie Ann Doan, Ken Massey, Kip Gilman, Kirk Baltz, Kristen Beevers, Kylie Creppel, Lauren Seibert, Lawrence Turner, Mark Konrad, Mark Troy, Maureen Solomon, Micah A. Hauptman, Michael Chiklis, Michael Patrick Rogers, Michelle Torres, Mike Wiatrak, Nick Nolte, Omar Elkalyoubie, Patti LuPone, Pearce Blair, Peter Haig, Randi Lee Krasny, Randy Herman, Rebecca Marks, Robb Maus, Robert Freeman, Rod Grant, Rodney Hebert, Ross Rouillier, Sala Baker, Sharon Landry, Shawn Genther, Tacey Willis, Terry Lee Smith, Tom Bubrig, Tom Riska, Travers Mackel, Wendell Pierce

  • Crítica

    18/03/2013 18h53

    Por Daniel Reininger

    Parker é o nome do ladrão profissional, nascido na série de livros Flashfire, de Donald E. Westlake, que segue um código de honra próprio e deu origem a grandes personagens do cinema, como Walker de À Queima Roupa. Este é o primeiro filme autorizado a usar o personagem nas telonas, pena que esse grande momento é ofuscado por uma produção razoável, vítima da fraca atuação de Jason Statham e da direção insegura de Taylor Hackford.

    O cineasta já dirigiu muita coisa de qualidade, como Advogado do Diabo, mas não conseguiu manter o nível desta vez. O longa começa muito bem, mas não mantém o ritmo, se perdendo em situações sem sentido. A trama inicia durante um ousado assalto à feira estadual de Ohio. As coisas vão bem, até que um colega de Parker (Statham) causa a morte de civis. Irado pela falta de comprometimento com o plano e com a perda de vidas inocentes, o ladrão se recusa a participar do próximo golpe da gangue.

    Diante da recusa, ele é traído e deixado na estrada à beira da morte. Quando se recupera (milagrosamente), decide ir atrás do grupo, que planeja um golpe em Palm Beach, patrocinado por um chefão do crime de Chicago. Para encontrá-los, Parker usa seus contatos e interroga algumas pessoas com sua habitual delicadeza. Depois desse ótimo início, a coisa começa a cair na mesmice.

    Por algum motivo, Parker decide que a melhor maneira de localizar o grupo de bandidos é fingir que vai comprar uma casa em Palm Beach – isso faz sentido para você? Que bom, pois para mim não. Convenhamos, usar essa tática para achar a casa onde o grupo se esconde a tempo do assalto é como achar uma agulha no palheiro. Esse é o primeiro sinal de que o roteiro de John J. McLaughlin é fraco, apesar de ter algumas, poucas, reviravoltas. O problema maior é que nada que vemos na tela justifica as longas duas horas de duração.

    Embora ninguém negue que Statham seja ótimo para quebrar vilões e parecer durão na tela, nesse filme era preciso convencer como mestre da arte da investigação e manipulação – o que não acontece. Temos sim um protagonista apático e sem graça. Ao menos Michael Chiklis, da série The Shield, é um antagonista de peso – não que seu personagem seja algo excepcional, mas comparado a Statham, está ótimo.

    A maior surpresa do filme é Jennifer Lopez, ótima no papel de uma corretora de imóveis de Palm Beach que se alia a Parker em sua vingança. J-Lo faz um retrato agradável e discreto de uma mulher com sérios problemas financeiros, cercada por riqueza e glamour, que se apaixona pelo ladrão. Essa é sua melhor atuação desde Irresistível Paixão, de Steven Soderbergh, quando contracenou ao lado de George Clooney.

    Parker
    é um filme indeciso, no limbo entre comédia, ação e thriller. A narrativa peca por não aprofundar seus personagens e por não investir melhor no humor. As cenas de pancadaria que se desenrolam a partir da metade do filme são violentas, confusas e nada divertidas de assistir. Em alguns momentos a edição deixa tudo embaçado, quase como se tentasse esconder algo. Mesmo assim, vale uma sessão com amigos.

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