PARTIR

PARTIR

(Partir)

2009 , 85 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 11/12/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Catherine Corsini, Kristin Scott Thomas

    Equipe técnica

    Roteiro: Catherine Corsini, Gaëlle Macé

    Produção: Fabienne Vonier, Michel Seydoux

    Fotografia: Agnès Godard

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Kristin Scott Thomas, Sergi López e Yvan Attal

  • Crítica

    15/12/2009 15h40

    Depois de sua magnífica interpretação no não menos magnífico Há Tanto Tempo que Te Amo, aguardava-se até com uma certa ansiedade o novo filme da atriz inglesa Kristin Scott Thomas. Infelizmente, porém, Partir, seu novo trabalho que chega agora aos cinemas brasileiros, está longe de manter o mesmo nível do filme anterior.

    Agora, Kristin interpreta Suzanne, uma bela quarentona que tem a chamada “vida perfeita”. Sem problemas financeiros, casada com um médico, mãe de dois adolescentes e muito bem instalada no sul da França. Mas - e sempre existe um “mas” - a vida burguesa também pode ser tediosa, e mais ainda agora com os filhos criados e independentes Suzanne decide voltar a trabalhar como fisioterapeuta. A ideia é construir um consultório nos fundos da bela casa. É neste contexto que Suzanne conhece o rústico Ivan (Sergi Lopez), empreiteiro da pequena obra. Está armada a encrenca: dentro do famoso princípio que os opostos se atraem, a sofisticada mulher e o homem rude se vêem repentina e perdidamente apaixonados, dispostos a jogar para o alto toda e qualquer racionalidade em nome desta paixão avassaladora. Uau!

    O tema não é exatamente uma novidade e, até por ser “clássico”, seria o menor dos problemas do filme. Partir peca mais pela forma até certo ponto burocrática que a diretora e co-roteirista Catherine Corsini aborda o assunto. Esquemática, parece lhe faltar a paixão intrínseca de seus personagens para que a trama consiga destilar, na tela, os mesmos sentimentos dos seus protagonistas. Faltou a Catherine a ousadia de Suzanne.

    Porém, sempre há o prazer de acompanhar as performances de dois grandes astros europeus que se comportam dignamente, mesmo diante de um roteiro e de uma direção não particularmente brilhantes.

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