PARTY MONSTER

PARTY MONSTER

(Party Monster)

2002 , 98 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Fenton Bailey, Randy Barbato

    Equipe técnica

    Roteiro: Fenton Bailey, Randy Barbato

    Produção: Brandford Simpson, Christine Vachon, Fenton Bailey, Jon Marcus, Randon Barbato

    Fotografia: Teodoro Maniaci

    Trilha Sonora: Jimmi Harry, Souxsie and the Banshees, Steven Severin

    Elenco

    Chloë Sevigny, Dylan McDermot, Lucy Liu, Macaulay Culkin, Marilyn Manson, Natasha Lyonne, Seth Green

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Imagine uma mistura de Priscilla, A Rainha Do Deserto (1994) com A Festa Nunca Termina (2002). Acrescente um pouco das drogas de Trainspotting - Sem Limites (1996) e algumas gotas do sangue de Psicopata Americano (2000) e você tem uma idéia do que é Party Monster, filme dirigido por Fenton Bailey e Randy Barbato que virou cult, especialmente entre a turma que adora se acabar em uma casa noturna.

    Party Monster é baseado no livro Disco Bloodbath: A Fabulous But True Tale of Murder in Clubland, escrito por James St. James e inédito no Brasil. James conta a história real que viveu ao lado de Michael Alig (Macaulay Culkin), um garoto criado no interior dos EUA que sempre teve tino para os negócios. Quando Michael chega em Nova York na década de 80, quer entrar de cabeça na cultura clubber que nasce na cidade. Com a ajuda de James (Seth Green), o garoto se inicia na vida noturna da Big Apple e se torna o promotor de festas mais famoso de Nova York. Seus eventos são marcados pelo uso descontrolado das drogas, além das fantasias de seus convidados, sempre de acordo com os temas das festas. Louco para transformar qualquer pessoa em um super star ou mesmo em seu namorado (ou namorada, vista a bissexualidade do personagem), Michael logo vira uma celebridade da noite nova-iorquina, o maior super star de todos.

    A fama, no entanto, sobe à cabeça de Michael, que começa a exagerar nas drogas e se afundar nas dívidas, uma vez que o clube onde suas festas são organizadas, o Limelight, é fechado depois que a polícia descobre que drogas eram distribuídas lá dentro. Sua decadência, que acontece aos poucos, culmina em um assassinato meio acidental. Sem nunca cair do salto plataforma, claro.

    Party Monster tem o ritmo das casas noturnas mostradas ao longo do filme, tendo a agilidade e as cores de um videoclipe. A trilha sonora é espetacular, assim como o figurino e a maquiagem dos personagens que desfilam pela tela. Cheio de ironia e com algumas cenas que só podem ter sido idealizadas durante uma "viagem" de drogas, Party Monster é divertido e faz com que até o assassinato seja encarado com um sorriso no rosto. Se Priscilla, A Rainha Do Deserto (1994) marcou as drag queens no cinema, Party Monster tem tudo para ser um retrato do nascimento da cultura clubber em meados dos anos 80.

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