PASSAGEM AZUL

PASSAGEM AZUL

(Blue Gate Crossing)

2002 , 85 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chih-yen Yee

    Equipe técnica

    Roteiro: Chih-yen Yee

    Produção: Hsiao-ming Hsu, Peggy Chiao

    Fotografia: Hsiang Chienn

    Trilha Sonora: Chris Hou

    Estúdio: Pyramide Productions

    Elenco

    Chen Bo-Lin, Guey Lun-Mei, Joanna Chou, Liang Shu-Hui

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Filmes sobre as mudanças e dilemas pelos quais adolescentes passam costumam sempre ser parecidos. É comum, por exemplo, colocá-los em uma viagem onde descobrem as amarguras de ser adulto. Poucos conseguem ser realmente criativos ao invés de requentarem idéias manjadas. E é este o caso de Passagem Azul, co-produção entre França e Taiwan. Inteligente, contemplativo, belo e honesto, o filme mostra de forma simples como dois jovens conseguem lidar com as dúvidas que povoam a cabeça qualquer adolescente típico.

    No começo, você acha que a mocinha da história é a bonitinha Yuezhen (Liang Shu-hui), secretamente apaixonada por Shihao (Chen Bo-lin), um colega de escola. Ela confessa para sua melhor amiga, Kerou (Guey Lun-mei), que gosta do menino, mas nunca teve coragem de se declarar a ele. E a paixão adolescente de Yuezhen é daquelas meio doentias: a menina conserva em seu quarto uma caixa de "relíquias" do rapaz, como o tênis, a bola de basquete e até a garrafa d'água na qual ele pôs os tão cobiçados lábios. Kerou, mais "pé no chão", não faz nada além de ouvir a amiga e, às vezes, entrar em sua paranóia. Até que Yuezhen pede para que ela se aproxime de Shihao para sondá-lo em relação a seus interesses. A figura misteriosa e distante de Kerou logo desperta a atenção do objeto de desejo de sua amiga e o tiro acaba saindo pela culatra. Desta vez, é Shihao que está apaixonado por Kerou e os dois, juntos, acabam descobrindo os tais dos dissabores da vida adulta. Só não digo como, e está aí a graça de Passagem Azul.

    O olhar de Yee Chin-Yen sobre seus jovens personagens é frio. Nada de hormônios borbulhantes: o que vemos aqui é o retrato fiel do marasmo que costuma tomar conta da maioria dos adolescentes. Cheios de dúvidas e medo de assumir riscos, os personagens de Passagem Azul parecem mais planar nessa "viagem" de descobertas. O filme consegue captar a essência dessa fase de nossa vida, longe da romantização presente nos filmes americanos. E, por mais esquisito que isso possa parecer, as verdades presentes neste longa são a falta de pretensão de seus protagonistas e a honestidade que o filme passa ao espectador. Sem fazer alardes, Passagem Azul não mostra uma adolescência imersa em sexo e drogas, mas sim em dúvidas e suposições.

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