Pássaro Branco da Nevasca

PÁSSARO BRANCO DA NEVASCA

(White Bird in a Blizzard)

2014 , 91 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 23/04/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gregg Araki

    Equipe técnica

    Roteiro: Gregg Araki

    Produção: Alix Madigan, Gregg Araki, Pascal Caucheteux, Pavlina Hatoupis, Sebastien Lemercier

    Fotografia: Sandra Valde-Hansen

    Trilha Sonora: Robin Guthrie

    Estúdio: Desperate Pictures, Orange Pictures, Why Not Productions, Wild Bunch

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Angela Bassett, Ava Acres, Brenda Koo, Christopher Meloni, Colette Stone, Dale Dickey, Eva Green, Gabourey Sidibe, Jacob Artist, Mark Indelicato, Michael Patrick McGill, Shailene Woodley, Sheryl Lee, Shiloh Fernandez, Thomas Jane

  • Crítica

    23/04/2015 17h01

    As cores exageradas e o forte apelo sexual dos filmes de Gregg Araki tornaram o diretor um dos queridinhos dos cinéfilos mais descolados. Após abordar toda a inquietação e frivolidade da adolescência em Kaboom, agora ele retorna ao universo dos teens rebeldes e cheios de crises existênciais no novo Pássaro Branco Da Nevasca.

    Baseado em livro de mesmo nome, a trama é centrada na adolescente Kat (Shailene Woodley), menina que precisa lidar com um trauma: em meio as mudanças de comportamento dos anos 80, sua mãe Eve (personagem inspirada em Bette Davis e interpretada por Eva Green) some misteriosamente deixando apenas questões não explicadas. Desde então, a menina começa a ter estranhos sonhos em que aparece em meio a um cenário coberto de neve - referência que só é entendida no final do filme. A narrativa foge da estrutura linear e acompanha as descobertas da jovem a cerca de seu corpo e personalidade, ao mesmo passo que desvenda segredos sobre o paradeiro da personagem desaparecida.

    A família de Kat é o verdadeiro retrato da américa suburbana. Eve casou-se por convenções sociais e se tornou uma dona de casa infeliz, tendo que conviver com o passivo marido Brock (Christopher Meloni). Nas palavras da própria jovem, nunca viu a mãe olhar o pai com outro olhar que não o de desprezo.

    O desenrolar da história nos mostra que muita coisa está nas entrelinhas e tudo pode não ser aquilo que aparenta. O pai, apresentado como um cara omisso e desanimado, a filha liberta sexualmente, a mãe aparentemente deprimida. Cada personagem apresenta mistérios não solucionados e parecem jogar com as expectativas do público a todo momento.

    A bela ambientação e o visual forte e cuidadosamente detalhado tornam o longa cativante e agradável aos olhos, mas falta corpo ao roteiro, adaptado sem muita força. Apostando em reviravoltas inexplicáveis, o filme parece carecer de uma certa sutileza. 

    Shailene Woodley se mostra mais madura em sua atuação, conseguindo segurar sequências dramáticas com competência e se mostrando bastante confortável nas cenas em que aparece nua, mas a verdade é que falta audácia para a construção da personalidade desta menina em aparente conflito com a falta da mãe. 

    Há aqui uma história cheia de nuances, simbólica e representativa, mas não há qualquer impacto. Araki, sempre conhecido pela ousadia, preferiu o lugar-comum dessa vez, tornando este novo integrante de sua filmografia um longa insosso e previsível.

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