PAULINE NA PRAIA

PAULINE NA PRAIA

(Pauline à la Plage)

1983 , 94 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Eric Rohmer

    Equipe técnica

    Roteiro: Eric Rohmer

    Produção: Margaret Ménégoz

    Fotografia: Néstor Almendros

    Trilha Sonora: Jean-Louis Valéro

    Elenco

    Amanda Langlet, Arielle Dombasle, Féodor Atkine, Pascal Greggory, Rosette

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O Grupo Estação do Rio de Janeiro aos poucos vai exibindo no Brasil filmes antigos de Eric Rohmer, que permaneciam inéditos no nosso circuito. Depois da série abordando os contos sobre as estações do ano, chega agora aos nossos cinemas Pauline na Praia, produzido em 1983.

    O filme segue o estilo tradicional de Rohmer: história simples abordando a complexidade dos relacionamentos humanos, com narrativa extremamente sóbria, quase espartana. A adolescente Pauline (a ótima Amanda Langlet, estreando no cinema) e sua prima mais velha, Marion (Arielle Dombasle, da Vatel), vão passar uma temporada na praia. Lá chegando, Marion encontra Pierre (Pascal Greggory), um antigo namorado, que por sua vez lhe apresenta Henri (Féodor Atkine). Quadrilátero amoroso? Nada disso. Após uma longa discussão filosófica (outra marca registrada dos filmes de Rohmer) sobre relacionamentos amorosos, o espectador fica sabendo que - no fundo - todos querem a mesma coisa: um grande amor. Terminado o papo cabeça, os quatro saem para uma danceteria, onde Pierre tenta reatar o relacionamento com Marion que, vingativa, nega a investida e se engancha em Henri. No dia seguinte, Marion se apaixona por Henri, para o desespero de Pierre, enquanto Pauline conhece Sylvian (Simon de La Brosse, também estreando), com quem começa um namoro de praia. Demora um tanto até que o filme ganhe realmente algum interesse e diga a que veio, mas quem conhece a obra de Rohmer sabe que seu estilo é este mesmo: um pouco difícil de "engrenar". Mas o esforço vale a pena. Entre a enxurrada de diálogos é sempre possível pescar algumas boas linhas.
    Sem dúvida soa exagerado o fato de Pauline na Praia ter recebido prêmios importantes no Festival de Berlim, da mesma forma que Rohmer parece, sim, ser um cineasta supervalorizado pela mídia e pelos júris de Festivais, já que seus filmes estão longe de ser obras-primas, como muitos escrevem. Mas, de qualquer maneira, trata-se de um trabalho agradável de ser visto, que prima pela simplicidade e pela boa construção dos personagens. Os fãs do cineasta não vão se decepcionar.

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