PEIXE GRANDE E SUAS HISTÓRIAS MARAVILHOSAS

PEIXE GRANDE E SUAS HISTÓRIAS MARAVILHOSAS

(Big Fish)

2003 , 125 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tim Burton

    Equipe técnica

    Roteiro: John August

    Produção: Bruce Cohen, Dan Jinks, Richard D. Zanuck

    Fotografia: Philippe Rousselot

    Trilha Sonora: Danny Elfman

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation, Jinks/Cohen Company, The Zanuck Company, Tim Burton Productions

    Elenco

    Ada Tai, Albert Finney, Alison Lohman, Arlene Tai, Barry C. Harvard, Bevin Kaye, Billy Crudup, Billy Redden, Bonnie Johnson, C. Alan Rawlins, Cathy Berry, Charles McLawhorn, Daniel Wallace, Danny DeVito, Darrell Vanterpool, David Denman, David Ramsey, Deep Roy, Don Young, Edward Aldag, Ewan McGregor, Frank Hoyt Taylor, George McArthur, Grayson Stone, Greg Hohn, Hailey Anne Nelson, Helena Bonham Carter, Howard Houston Jr., Jacob Radford, Jake Brake, James DeForest Parker, Jayne Morgan, Jeff Campbell, Jessica Lange, Joanne Pankow, John Fugate, John Lowell, Joseph Humphrey, Karla Droege, Karlos Walkes, Lawrence Sykkmon, Loudon Wainwright III, Marion Cotillard, Matthew McGrory, Metz Duites, Michael Garnet Stewart, Miley Cyrus, Missi Pyle, Morgan Grace Jarrett, Perry Walston, R. Keith Harris, Robert Guillaume, Russell Hodgkinson, Sallie Hedrick, Savanna James, Steve Buscemi, Trevor Gagnon, Vincent J. Ybiernas, Zac Gardner, Zach Hanner

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Coincidência ou não, dois dos melhores filmes dos últimos meses que entraram em cartaz no Brasil falam do relacionamento entre pais e filhos. O primeiro - já amplamente comentado aqui - é o canadense As Invasões Bárbaras. E o segundo é o emocionante Peixe Grande, que entra em cartaz agora.

    Sem querer bater na mesma tecla - e já batendo - Peixe Grande comprova pela enésima vez a grande bobagem que é a badalação feita em cima do Oscar. O filme é dezenas de vezes melhor que Cold Mountain, Encontros e Desencontros, O Retorno do Rei, Sobre Meninos e Lobos e Seabiscuit, ou seja, os indicados mais famosos. Melhor como? Em tudo: idéia básica, conceito, roteiro, riqueza de narrativa, criatividade e - acima de tudo - emoção. Mas é pior de marketing e pior de efeitos especiais e, por isso, não recebe a necessária atenção da mídia e da Academia.

    Dirigido por Tim Burton (Edward Mãos de Tesoura, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça) e baseado no livro de Daniel Wallace, Peixe Grande fala da frustração de Will Bloom (Billy Crudup), um rapaz que acusa o próprio pai Ed (Albert Finney, novamente soberbo como sempre) de ser um mentiroso compulsivo. De tanto ouvir mentiras durante anos e anos, Will afirma não saber as verdadeiras histórias sobre o pai e, conseqüentemente, desconhecer suas próprias raízes familiares. O paizão rebate, afirmando que é o filho que não sabe ouvir direito suas mensagens.

    Durante duas horas de projeção, o público será convidado a ouvir os deliciosos "causos" de Ed. São narrativas que envolvem circos, gigantes, irmãs siamesas, uma cidade perdida, uma bruxa que prevê o futuro, a guerra da Coréia e - claro - um peixe grande. Seria possível acreditar em tanta fantasia? Seria Ed um visionário? Isso quem vai decidir é cada um de nós. A verdade é que Peixe Grande é uma fábula que em várias cenas lembra o estilo do mestre Fellini e em outras expõe o visual rebuscado já consagrado por Tim Burton. Tudo isso recheado de muito conteúdo (matéria-prima em falta ultimamente em Hollywood) e um trabalho de direção de atores acima da média. Um filme para ver e rever. Um belíssimo roteiro aliado a uma direção madura que vai fazer florescer as mais incríveis sensações nos corações das platéias. Eu disse "florescer"? Bom, então talvez não seja por acaso que o nome do personagem seja "Will Bloom", do inglês "Florescerá".

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