PELE DE ASNO

PELE DE ASNO

(Peau d'Ane)

1970 , 100 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jacques Demy

    Equipe técnica

    Roteiro: Jacques Demy

    Produção: Mag Bodard

    Fotografia: Ghislain Cloquet

    Trilha Sonora: Michel Legrand

    Elenco

    Catherine Deneuve, Delphine Seyrig, Jacques Perrin, Jean Marais, Micheline Presle

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Baseado em conto de Charles Perrault e dirigido por Jacques Demy, Pele de Asno é um conto de fadas produzido em 1970 e relançado nos cinemas brasileiros agora, 36 anos depois.

    Tudo se passa em um reino fictício, daqueles muito distantes daqui. Com cavalos azuis e asnos que dão à luz incontáveis tesouros, o Rei (Jean Marais) não poderia ser mais feliz. Até que sua esposa (Catherine Deneuve) é acometida por uma doença fatal. No leito de morte, ela faz o Rei prometer que não voltará a se casar, a não ser que encontre uma mulher tão bela quanto ela. Deprimido, o Rei esquece que tem uma filha (também vivida por Catherine Deneuve), mas, ao procurar sem sucesso por uma sucessora ao trono, ele lembra que a Princesa é a mais bela do condado. Mais bela, até, que a falecida Rainha. Como os Reis podem tudo, ele simplesmente resolve se casar com a própria filha, que, não encontra obstáculos nos planos do pai. Afinal, ela conclui inocentemente que o ama. Mas a Fada Madrinha (Delphine Seyrig) não deixa a relação incestuosa ter futuro e convence a menina de fugir vestindo a pele do asno citado no começo deste parágrafo. A Princesa tem seus encantos escondidos sob a Pele de Asno. E é sob esse codinome que ela é conhecida em um pobre vilarejo das redondezas, onde encontra teto e trabalho. Até encontrar o tão esperado Príncipe Encantado (Jacques Perrin, de A Voz do Coração).

    A história de Pele de Asno não apresenta muitos diferenciais em relação a outros contos de fadas, como o próprio Cinderela, do mesmo autor. O que se destaca nesta produção francesa é o cuidado com o visual. Além de contar com a eterna diva do cinema francês Catherine Deneuve na flor da idade e beleza, ainda tem uma direção de arte (criada por Jacques Dugied) estonteante. Os cenários criados para ilustrar os dos reinos desta fábula são de uma criatividade ímpar. Isso sem contar o figurino maravilhoso, assinado por Augusto Pace e Gitt Magrini. As soluções visuais chegam a ser bizarras e engraçadas, mas sempre estão dentro do contexto. Afinal, trata-se de uma história fantasiosa que vale ser revista pela estética que propôs dentro do cinema francês.

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