PEQUENAS HISTÓRIAS

PEQUENAS HISTÓRIAS

(Pequenas Histórias)

2007 , 83 MIN.

anos

Gênero: Drama

Estréia: 11/07/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Helvecio Ratton

    Equipe técnica

    Roteiro: Helvecio Ratton

    Estúdio: Quimera Filmes

    Elenco

    Constantin de Tugny, Edyr Duqui, Gero Camilo, Manoelita Lustosa, Maria Gladys, Marieta Severo, Mário César Camargo, Maurício Tizumba, Miguel de Oliveira, Patrícia Pillar, Paulo José, Rodolfo Vaz

  • Crítica

    11/07/2008 00h00

    Já faz nove anos que o cineasta mineiro Helvécio Ratton encantou as platéias com a versão cinematográfica do clássico da literatura infantil O Menino Maluquinho. Depois, ele mostrou sua versatilidade ao dirigir o romântico Amor & Cia., o irregular Uma Onda no Ar e o forte Batismo de Sangue. Agora, Ratton retorna ao universo da "mineirice" e da simplicidade com Pequenas Histórias. O título é dos mais honestos. A proposta do trabalho é exatamente contar quatro pequenas histórias que unem elementos de humor, magia, poesia e brasilidade, que possam ser acompanhadas por toda a família.

    Quem une os contos é Marieta Severo, que simbolicamente tece bordados e retalhos numa grande varanda de uma casa de fazenda, enquanto se dirige diretamente à platéia para desfiar as quatro historietas.

    Na primeira, um pescador vê sua sorte mudar ao se casar com a belíssima figura folclórica de Iara. Mas ele não sabe retribuir os favores desta verdadeira sereia. Na segunda, um garoto forçado a trabalhar como coroinha da igreja se apavora com as lendas (ou não?) da comunidade religiosa local. Na terceira, um ator decadente se vê obrigado a trabalhar como Papai Noel de loja para pagar o aluguel. Na última, um caipira extremamente ingênuo é presa fácil para os espertalhões da cidade.

    Todas as histórias são despretensiosas, fáceis de acompanhar e se mostram claramente criadas e dirigidas para atingir o grande público, sem que para isso seja necessário nivelar a qualidade por baixo. Há toques poéticos, românticos e cômicos em todo o filme, e seguramente cada parte da platéia se identificará com uma ou duas delas. Os episódios do Papai Noel e do caipira ingênuo talvez tivessem mais força se fossem encerrados alguns minutinhos antes; também fica claro o desnível de qualidade do elenco, que mistura grandes nomes (Paulo José, Gero Camilo, Patrícia Pillar, por exemplo) com outros, nem tanto.

    Mas nada disso é suficiente para tirar os méritos deste filme autêntico, extremamente simpático e bem realizado, que busca o tão desejado diálogo com o público, fato cada vez mais heróico num país cujo preço dos ingressos de cinema é tão caro.

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